Hey, Folks?
Tudo bem com vocês? 

Pusilanimidade de Ser e Outras Coisinhas …
Naquele bar, perto daquela padaria do Sr. Alguma coisa de
olhos grandes e bigode espesso, ouvindo a música “Miedo” do cantor brasileiro
Lenine, em 25/05/2013
Hoje acordei com medo.
Medo de abrir a janela e estar chovendo, porque eu fiz uma
escova bonita, e não queria estragá-la – muito menos ter o meu dinheiro posto
fora -, mas também fiquei com medo de estar sol, eu tenho várias coisas para
fazer na rua, e ficar o dia todo andando de um lado para o outro com um sol me
tostando não parece ser muito prazeroso.
Se esse fosse meu único medo, tudo bem, mas não é um medo
especifico, quem dera, é algo sem controle e motivo.
Estava com medo de tomar muito café e ficar mais agitada
do que aquele esquilinho, daquele desenho animado que passou no cinema há uns
anos atrás, mas também não queria tomar pouco café e ficar mais lenta que um
mico leão dourado.
Ainda sinto um arrepio só de pensar em descer as escadas
com esse salto fino, mas também estou com medo de descer de elevador, a luz
está instável desde o inicio da semana, e eu não posso ficar presa naquele
quadrado pequeno. Sim, ainda sou claustrofobia.
Estava no ponto de ônibus, mas como ele não vinha, pensei
em pegar um táxi, mas fiquei com medo de na hora de pegá-lo, o ônibus vir, e
acabar pagando um preço exorbitante e desnecessário.
Parei no meu café de sempre, precisava comer alguma coisa
– aquele bagel de alho que adoro – e um rapaz, que deve ter nossa idade, de
cabelos loiros e olhos verdes brilhantes sorriu para mim. Nunca o vi em minha
vida, pensei em retribuir o gesto, mas fiquei com medo. Vai que ele é um doido
ou estava sorrindo para alguém atrás de mim? Me contive a apenas olhar, com
medo de me arrepender de não ter retribuído o gesto, então timidamente
retribui, mas fiquei com medo de estar com a cara fechada, vai que ele achava
que eu tinha achado aquela aproximação desrespeitosa?
Fiquei com medo de atravessar a rua com o farol no verde,
mesmo não tendo carro nenhum vindo, mas e se um carro surgisse do nada?
E agora, tomando uma xícara de café, fraco e sem gosto,
esperando a próxima aula, me pego com medo de não saber o que escrever. Me pego
sentindo que eu não tenho o que falar. Nada está fazendo sentido, se é que fez
em algum momento. Tenho medo que essa sensação perdure ou pior que eu descubra
o motivo para essa sensação.
Estava com medo de te dizer isso, mas agora falei.
Acordei com essa sensação de que há algo de errado comigo.
Dizem que sentir medo é normal, mas também dizem que
sentir medo não é algo saudável.
Com o café. Sabia que isso pode dar problemas cardíacos
serissimos? E mesmo assim eu bebo, não posso viver sem essa bebida escura e
forte. Como o medo. Talvez essa seja a resposta. Essa sensação de que algo está
errado em mim, na realidade, é uma sensação que eu deveria estar feliz em
sentir, já que o medo é fundamental para (sobre) viver. Sem o medo, não há a
dúvida, a indecisão, à vontade de ser além do que somos. Sem o medo não nos
desafiamos a sermos heróis ou simplesmente aceitar nossas posições de covardes.
[…]
Hoje, eu não acordei com medo, hoje acordei, sendo uma
nova eu, transformada, metamórfica, com medo, mas com medo de saber que agora,
tudo será diferente, e quem decide o certo/errado para mim, será eu mesma, e
isso dá medo, mas também, dá uma sensação diferente, nova e poderosa, dá
caminhos, que levam a um único lugar que é recheado de oportunidades – que
darão medos – , que é o meu futuro.
 Um grande beijo,
daquela que é sua pessoa hoje e sempre,
Ann.  
Desculpa pelo post estar saindo apenas agora, mas tive problemas ontem – Sábado -, então só pude postar o conto hoje, espero que vocês me perdoem por essa falha :/
O que acharam desse conto?
Ansiosa pela opinião de vocês 🙂
Um grande beijão, Bárbara Herdy.

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8 Comentários

  • Naty
    30 maio, 2013

    Que conto liindo!! Parabéns, você escreve muito bem. Já quero ler o próximo. bjs

    • Barbara Herdy
      Barbara Herdy
      02 junho, 2013

      Olá, Naty 😀
      Muito obrigada pelo elogio, fico muito feliz por ter gostado de minha escrita, e do conto.
      Te aguardo no próximo e muuuito obrigada pelo seu comentário, um beijão!

  • Lauro Moura
    27 maio, 2013

    Ann e seus sentimentos *-*. Adoreiii seu conto Bárbara,realmente o que não faltou foi sentimentalismo,cada vez que leio seus contos continuo me surpreendendo,louco pra ler o próximo ;D

    • Barbara Herdy
      Barbara Herdy
      02 junho, 2013

      Ai que felicidade *—*
      Espero que continue te surpreendendo, essa é uma sensação maravilhosa de poder passar aos meus leitores, e fico feliz de poder conseguir passar isso a você.
      A Ann me surpreende muito também, com seus sentimentos e visão do mundo, espero em breve poder mostrar mais da face dela 😀
      Muito obrigada pelo seu carinho e comentário, um beijão!

  • cristiane
    27 maio, 2013

    Meio tenso esse, mas ficou bem bom. Sentimentalismo é o que não faltou! E isso ficou legal.

    • Barbara Herdy
      Barbara Herdy
      02 junho, 2013

      Eu também achei esse bem tendo, mas achei interessante, principalmente ela reação dos leitores. Muito obrigada pelo seu comentário e te aguardo no próximo conto 🙂

  • Enfim Shakespeare
    26 maio, 2013

    Gostei do texto é ótimo falar sobre os sentimentos bons ou ruins, mas sempre é bom se expressar.

    http://enfimshakespeare.blogspot.com.br/

    • Barbara Herdy
      Barbara Herdy
      26 maio, 2013

      Siim, confesso que essa semana queria escrever algo mais comum, sem levar para o lado romântico, mas acabou que saiu esse texto com um assunto bem "complicado" Fico feliz que tenha curtido e espero que você acompanhe a coluna.
      Muito obrigada pelo carinho e comentário.
      Um beijão!