17 de junho de 2013

[Geração Editorial] - Holocausto Brasileiro

POSTADO POR EM 17 de junho de 2013

Heey gente, tudo bem??

Em meio a toda a loucura do Brasil nos últimos dias; protesto, reivindicações, manifestações... o Brasil acordando; a Geração Editorial lança um livro polêmico Holocausto Brasileiro, eu confesso que fiquei bem curiosa quanto ao título. Vamos saber mais sobre essa obra??



Neste livro-reportagem fundamental, a premiada jornalista Daniela Arbex resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da nossa história: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Ao fazê-lo, a autora traz à luz um genocídio cometido, sistematicamente, pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, funcionários e também da população, pois nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a omissão da sociedade.
Pelo menos 60 mil pessoas morreram entre os muros da Colônia. Em sua maioria, haviam sido internadas à força. Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos 33 eram crianças.
Quando chegavam ao hospício, suas cabeças eram raspadas, suas roupas arrancadas e seus nomes descartados pelos funcionários, que os rebatizavam. Daniela Arbex devolve nome, história e identidade aos pacientes, verdadeiros sobreviventes de um holocausto, como Maria de Jesus, internada porque se sentia triste, ou Antônio Gomes da Silva, sem diagnóstico, que, dos 34 anos de internação, ficou mudo durante 21 anos porque ninguém se lembrou de perguntar se ele falava.
Os pacientes da Colônia às vezes comiam ratos, bebiam água do esgoto ou urina, dormiam sobre capim, eram espancados e violados. Nas noites geladas da Serra da Mantiqueira, eram deixados ao relento, nus ou cobertos apenas por trapos. Pelo menos 30 bebês foram roubados de suas mães. As pacientes conseguiam proteger sua gravidez passando fezes sobre a barriga para não serem tocadas. Mas, logo depois do parto, os bebês eram tirados de seus braços e doados.
Alguns morriam de frio, fome e doença. Morriam também de choque. Às vezes os eletrochoques eram tantos e tão fortes, que a sobrecarga derrubava a rede do município. Nos períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam a cada dia. Ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, 1.853 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos foram decompostos em ácido, no pátio da Colônia, diante dos pacientes, para que as ossadas pudessem ser comercializadas. Nada se perdia, exceto a vida.
No início dos anos 60, depois de conhecer a Colônia, o fotógrafo Luiz Alfredo, da revista O Cruzeiro, desabafou com o chefe: “Aquilo é um assassinato em massa”. Em 1979, o psiquiatra italiano Franco Basaglia, pioneiro da luta pelo fim dos manicômios que também visitou a Colônia, declarou numa coletiva de imprensa: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como essa”.
Fiquei interessada; e vocês, o que acharam ?
Beijoos

* * *
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10 comentários:

  1. Também estou super curiosa Barbara ,
    E acho super válido essas manifestações , mostra que o brasileiro está despertando desse sono manipulador que o governo tem imposto á nós .

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    1. Bem isso Ana, estou adorando a iniciativa dos brasileiros, está mostrando que estamos prontos para a luta e que não tememos o governo.

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  2. Hummm, com esse clima agora de manifestação ver um livro assim faz pensar se não estão aproveitando a propaganda pra fazer...ahh, propaganda. É interessante de ver.

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    1. Acredito que o momento foi propício, e o lançaram nesse momento por conta dessas manifestações foi um bom marketing :)

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  3. Oi flor, tudo bem?? =)
    Primeiramente quero te agradecer pelo comentário no Di Moça! Ainda não terminamos a reforma mas torço para que logo eu possa voltar para o blog e visitar você também!

    Eu recebi esse e-mail hoje e também achei muito interessante. Como você disse, estamos passando por um período de protestos e o tema é propício para o momento né?
    Vai ter resenha aqui no Segredo entre amigas? \o/

    Beijos!

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    1. Oi Jeh :) Pretendo fazer resenha sim, te aviso. Adoro esses temas mias históricos :)

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  4. vish, esse é um livro que eu passo 1km longe D:
    realmente não consigo ler coisas assim... já terminei o ensino médio e odiava história D: aí ler um livro desses? acho que não dá HAHAH
    mas estou super acompanhando e torcendo pelas manifestações
    #ACORDABRASIL!
    beijos

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    1. Eu curto esse tipo de livro, adoro poder saber mais sobre o país em que vivo. Realmente, se você não curte história e ciências políticas, acho que não vale investir :)

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  5. A geração não perde tempo mesmo em Bah, aproveita ate a situação de manifestações do Brasil.Eu gostei bastante desse livro, a sinopse é bem instigante e a capa bem realista.Como sempre eles arrasaram ;D

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    1. hehe, bem isso Lauro. Estão cada vez melhor :)

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