Hey, Folks 🙂
Tudo bem?

Amores
Mexicanos & Seus Derivados

No trabalho, no dia 14/09/2013

Não gosto de amores calmos.
Amores suaves.
Amores românticos.
Amores calmos.
Amores de longas cartas com declarações.
Amores de juras eternas.
Amores de casamento, família, crianças, um lar

Amo amores errados.
Parecem tão certos.
Veja bem: um amor vagabundo é o que aquece um coração e arrepia a alma, um amor
calmo e gentil acalenta a alma e o ego, mas só isso.
Cadê a insanidade? O desejo pela pele quente do outro, pelas palavras cachorras
e juras que sabemos ser mentira, mas queremos acreditar que é verdade? Aquele
amor bandido do cara errado, que insistimos em transformar em certo, e nunca
conseguimos, mas mesmo assim ficamos apertando na mesma tecla do “vai se tornar
o meu cara, o cara ideal”, e ele ignora tal comando e continua cafajeste, e
isso incomoda? Muito, mas faz bem para o amor.
Os melhores amores são aqueles que nos dá algo para pensar pela manhã.
Algo para ficar angustiado, ansioso e frustrado pela tarde.
Algo que nos faça tirar a roupa à noite e fumar um cigarro na madrugada.

Amores errados fazem ótimas músicas, principalmente de términos, aquela
loirinha da música country que o diga, amores assim também fazem ótimas
histórias de amor que perduram os anos e séculos, na mente dos leitores e de
seus autores; amores calmos duram o tempo suficiente para lhe fazer feliz e
completo, mas quando lembrado normalmente não causa um coração cheio de paixão
ou de ódio, lembrando que o ódio é uma emoção apaixonada, está na hora de parar
com essa negatividade em cima do ódio, ele não é um sentimento tão ruim assim.
Amores calmos terminam numa tarde de outono, você sentada em um sofá, ele do
seu lado, assistindo a algo banal na televisão, você fala ‘ok’ e ele também,
ele sai e você abaixa a cabeça, em conformação.
Amores errados terminam entre gritos desesperados, não de raiva, mas por não
querer perder o outro, as vezes objetos são jogados um contra o outro, palavras
guardadas no fundo da alma são ditas, lágrimas escorrem, gritos saem de suas
gargantas, portas são batidas e corações se despedaçam. Você se joga ao chão,
sem vida, chorando e lamuriando: porque? Porque você não me ama? Porque?
Porque?
No dia seguinte e no outro o mundo parece não fazer sentido, tudo monocromático
como se estivesse vivendo em um filme antigo, onde você só amará uma vez em
toda sua existência, de algum modo o destino fará com que vocês se encontrem,
em um mercado, em uma loja, no meio da rua, numa festa ou boate, a música que
toca ao fundo irá gritar para vocês tudo que sentem, e mesmo lutando contra,
por causa do orgulho, aquele cafajeste tem algo no olhar, no meio de te segurar
pelos braços, de ficar a centímetros de seus lábios que te enlouquece, quando
você se dá conta, está emaranhada em seus braços e seus lábios são deles como o
seu coração.

Esse é o amor bom.
Amor mexicano.
Com lágrimas, gritos, tapas, reconciliação, mais brigas, sexo, brigas denovo,
lágrimas e amor.
Nada como um amor sofrido, impossível e impar para fazer uma mulher perder a
razão, ter algo a pensar e conspirar, e lutar.
Não só a mulher.
Ou acha que homem não sofre de amor?
Sofre e até mais do que qualquer dama, porque homem guarda para si, tem coisa
pior do que guardar o que sente? Chega a ser injusto, tantos sentimentos
escondidos no porão, nunca revelados, já a mulher, sabendo como sentir algo é
incrível, conta a todos, pede conselhos até ao porteiro e chora no ombro do
verdureiro quando tudo está perdido.
Amores calmos são bonitos, invejáveis e cheios de amor, mas são sem sal, sem
ketchup e mostarda; Amores errados é como um lanche no Subway você escolhe o
que quer dentro do pão incluindo os molhos e complementos, se delicia com tudo
que quer e mais um pouco; amores calmos nós sentimos, amores errados nos
vivemos.

Um grande beijo, daquela que é sua pessoa hoje e sempre,

Ann

A autora anda vendo novela mexicana demais nesses últimos tempos. 

***
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10 Comentários

  • Rita de Cássia
    16 setembro, 2013

    Caramba. Nunca pensei que chegaria esse dia, mas acho que preciso de um amor errado.
    E também preciso dizer que amei o seu texto.
    (E não se preocupe, Bárbara. Eu também ando vendo muita novela mexicana!)
    ;D

  • 4 You Books...
    15 setembro, 2013

    Adorei demais… Muito profundo *-*
    Achei super interessante o amor mexicano e realmente é verdade 😀
    Beijinhosss

    4 You Books Mania
    http://4youbooksmania.blogspot.com.br/

  • Thaís Cavalcante
    15 setembro, 2013

    Sempre vejo a coluna mas nunca comento. Desta vez foi impossível vir aqui e não comentar. Nada mais dramático e incrível que amores mexicanos, gente. <3

    Um beijão,
    Pronome Interrogativo.
    http://www.pronomeinterrogativo.com.br

  • Amanda Z. Dutra
    15 setembro, 2013

    Muito legal essa coluna *-*
    Adorei o texto 😀 Muito bom mesmo

    Beijo

  • Oliveira
    14 setembro, 2013

    Muito bonito o texto, mas deixo o errado para nunca, assim espero. Já tem coisa errada demais para todo dia, mais algo ou alguém eu enlouqueceria!

  • Alice Aguiar
    14 setembro, 2013

    *-* nem me fale
    eu amo amores mexicanos ashasuhs eu vivo um casamento de um e tem dado certo, é perfeito <3

  • Karolina Lopes
    14 setembro, 2013

    Nossa eu amoooo essa coluna! Estou assim sabe, precisando de um amor errado! Amores que nos preenchem! Bjs…

  • Eduarda Gracioli
    14 setembro, 2013

    Barbara por isso gosto tanto de você, eu me identifico com o que você escreve… Esta muito legal, e creio que não serei a unica a me identificar com isso.
    Parabéns <3

  • Lauro Moura
    14 setembro, 2013

    Tava sentindo falta dos seus contos Bárbara e, Amores Mexicanos, uau, um tema que tem tudo haver comigo *não consigo parar de ver novelas mexicanas e suspirar com aquele vai e vem e aquela tal "atuação". É impressão minha ou Ann estava um pouco mais apimentada hoje ? haha.
    Beijooos.
    Lauro,
    http://entreversosepaginas.blogspot.com.br/

  • Jorge Castro
    14 setembro, 2013

    Com Barbara Herdy, o drama nunca morre. <3 – Ta muito legal :3