14 de setembro de 2013

Aleatoriedades e um café, por favor #14 - Amores Mexicanos & Seus Derivados

POSTADO POR EM 14 de setembro de 2013

Hey, Folks :)
Tudo bem?


Amores Mexicanos & Seus Derivados

No trabalho, no dia 14/09/2013


Não gosto de amores calmos.
Amores suaves.
Amores românticos.
Amores calmos.
Amores de longas cartas com declarações.
Amores de juras eternas.
Amores de casamento, família, crianças, um lar

Amo amores errados.
Parecem tão certos.
Veja bem: um amor vagabundo é o que aquece um coração e arrepia a alma, um amor calmo e gentil acalenta a alma e o ego, mas só isso.
Cadê a insanidade? O desejo pela pele quente do outro, pelas palavras cachorras e juras que sabemos ser mentira, mas queremos acreditar que é verdade? Aquele amor bandido do cara errado, que insistimos em transformar em certo, e nunca conseguimos, mas mesmo assim ficamos apertando na mesma tecla do “vai se tornar o meu cara, o cara ideal”, e ele ignora tal comando e continua cafajeste, e isso incomoda? Muito, mas faz bem para o amor.
Os melhores amores são aqueles que nos dá algo para pensar pela manhã.
Algo para ficar angustiado, ansioso e frustrado pela tarde.
Algo que nos faça tirar a roupa à noite e fumar um cigarro na madrugada.

Amores errados fazem ótimas músicas, principalmente de términos, aquela loirinha da música country que o diga, amores assim também fazem ótimas histórias de amor que perduram os anos e séculos, na mente dos leitores e de seus autores; amores calmos duram o tempo suficiente para lhe fazer feliz e completo, mas quando lembrado normalmente não causa um coração cheio de paixão ou de ódio, lembrando que o ódio é uma emoção apaixonada, está na hora de parar com essa negatividade em cima do ódio, ele não é um sentimento tão ruim assim. Amores calmos terminam numa tarde de outono, você sentada em um sofá, ele do seu lado, assistindo a algo banal na televisão, você fala ‘ok’ e ele também, ele sai e você abaixa a cabeça, em conformação.
Amores errados terminam entre gritos desesperados, não de raiva, mas por não querer perder o outro, as vezes objetos são jogados um contra o outro, palavras guardadas no fundo da alma são ditas, lágrimas escorrem, gritos saem de suas gargantas, portas são batidas e corações se despedaçam. Você se joga ao chão, sem vida, chorando e lamuriando: porque? Porque você não me ama? Porque? Porque?
No dia seguinte e no outro o mundo parece não fazer sentido, tudo monocromático como se estivesse vivendo em um filme antigo, onde você só amará uma vez em toda sua existência, de algum modo o destino fará com que vocês se encontrem, em um mercado, em uma loja, no meio da rua, numa festa ou boate, a música que toca ao fundo irá gritar para vocês tudo que sentem, e mesmo lutando contra, por causa do orgulho, aquele cafajeste tem algo no olhar, no meio de te segurar pelos braços, de ficar a centímetros de seus lábios que te enlouquece, quando você se dá conta, está emaranhada em seus braços e seus lábios são deles como o seu coração.

Esse é o amor bom.
Amor mexicano.
Com lágrimas, gritos, tapas, reconciliação, mais brigas, sexo, brigas denovo, lágrimas e amor.
Nada como um amor sofrido, impossível e impar para fazer uma mulher perder a razão, ter algo a pensar e conspirar, e lutar.
Não só a mulher.
Ou acha que homem não sofre de amor?
Sofre e até mais do que qualquer dama, porque homem guarda para si, tem coisa pior do que guardar o que sente? Chega a ser injusto, tantos sentimentos escondidos no porão, nunca revelados, já a mulher, sabendo como sentir algo é incrível, conta a todos, pede conselhos até ao porteiro e chora no ombro do verdureiro quando tudo está perdido.
Amores calmos são bonitos, invejáveis e cheios de amor, mas são sem sal, sem ketchup e mostarda; Amores errados é como um lanche no Subway você escolhe o que quer dentro do pão incluindo os molhos e complementos, se delicia com tudo que quer e mais um pouco; amores calmos nós sentimos, amores errados nos vivemos.



Um grande beijo, daquela que é sua pessoa hoje e sempre,



Ann




A autora anda vendo novela mexicana demais nesses últimos tempos. 
***
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11 comentários:

  1. Com Barbara Herdy, o drama nunca morre. <3 - Ta muito legal :3

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Tava sentindo falta dos seus contos Bárbara e, Amores Mexicanos, uau, um tema que tem tudo haver comigo *não consigo parar de ver novelas mexicanas e suspirar com aquele vai e vem e aquela tal "atuação". É impressão minha ou Ann estava um pouco mais apimentada hoje ? haha.
    Beijooos.
    Lauro,
    http://entreversosepaginas.blogspot.com.br/

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  4. Barbara por isso gosto tanto de você, eu me identifico com o que você escreve... Esta muito legal, e creio que não serei a unica a me identificar com isso.
    Parabéns <3

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  5. Nossa eu amoooo essa coluna! Estou assim sabe, precisando de um amor errado! Amores que nos preenchem! Bjs...

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  6. *-* nem me fale
    eu amo amores mexicanos ashasuhs eu vivo um casamento de um e tem dado certo, é perfeito <3

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  7. Muito bonito o texto, mas deixo o errado para nunca, assim espero. Já tem coisa errada demais para todo dia, mais algo ou alguém eu enlouqueceria!

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  8. Muito legal essa coluna *-*
    Adorei o texto :D Muito bom mesmo

    Beijo

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  9. Sempre vejo a coluna mas nunca comento. Desta vez foi impossível vir aqui e não comentar. Nada mais dramático e incrível que amores mexicanos, gente. <3

    Um beijão,
    Pronome Interrogativo.
    www.pronomeinterrogativo.com.br

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  10. Adorei demais... Muito profundo *-*
    Achei super interessante o amor mexicano e realmente é verdade :D
    Beijinhosss

    4 You Books Mania
    http://4youbooksmania.blogspot.com.br/

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  11. Caramba. Nunca pensei que chegaria esse dia, mas acho que preciso de um amor errado.
    E também preciso dizer que amei o seu texto.
    (E não se preocupe, Bárbara. Eu também ando vendo muita novela mexicana!)
    ;D

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