26 de novembro de 2014

Tá Na Estante :: 'O Que Restou de Mim' #336

POSTADO POR EM 26 de novembro de 2014

Oi, gente. Tudo bem?


Estou de volta com mais uma resenha pra vocês. O escolhido de hoje é uma distopia que foi lançada este mês pela Galera Record. Vamos conferir?!

Livro: O Que Restou de Mim
Série: As Crônicas Híbridas (#01)
Autora: Kat Zhang
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Sinopse: Addie e Eva são híbridas duas almas no mesmo corpo. Em sua realidade, todos nascem assim mas, ainda na infância, uma das almas torna-se dominante. Mas isso nunca acontecia com as duas. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. E quando o segredo delas é ameaçado, Eva e Addie descobrirão da pior forma que há muito mais sobre os híbridos do que os noticiários de TV e os livros de história contam.

Nessa distopia, todo ser humano nasce com duas almas, que se alternam no controle do corpo. Durante a infância, a alma dominante é definida e a outra deve desaparecer. Quem vive com duas almas dentro do mesmo corpo é considerado híbrido, uma raça pintada como extremamente perigosa, que levou a América a se isolar do restante do mundo, que considera o hibridismo algo normal.

Addie e Eva compartilham o mesmo corpo. As duas sempre foram muito próximas, algo extremamente natural, mas que acarretou na dificuldade de alguma delas se definir. Aos 12 anos, após inúmeros tratamentos e muito preconceito, Addie finalmente se definiu como a alma dominante. Porém, Eva ainda vive, embora não seja capaz de controlar o corpo como antes.

A família agora tenta viver uma vida normal. Eles optaram por recomeçar em uma cidade diferente, onde ninguém conhecesse o passado da filha e onde pudessem encontrar um tratamento melhor para o filho mais novo, Lyle, que está muito doente.

Addie e Eva compartilham ideias e opiniões e estão acostumadas a viver assim, fingindo que Eva se foi. Mas as coisas mudam quando elas conhecem Hally. Hally é uma estrangeira e esse motivo já a faz ser vista com maus olhos na sociedade. De uma hora para outra, a menina parece muito interessada em Addie e, após muita insistência, consegue convencê-la de ir até sua casa.

No local, Hally faz uma revelação. Ela e seu irmão, Devon, são híbridos e sabem do segredo de Addie e Eva após terem hackeado sua ficha escolar. Hally/Lissa e Devon/Ryan contam que reaprenderam a se alternar novamente e querem ensinar Addie e Eva a fazerem isso, de forma que Eva possa se reintegrar.

A princípio, Addie hesita, mas ao ver o quanto isso é importante para a irmã ela acaba cedendo e assim elas começam a passar as tardes na casa de Hally, onde tomam uma droga que deixa apenas Addie desacordada, de forma que Eva possa ir controlando o corpo aos poucos. No começo são apenas algumas palavras balbuciadas, mas após algumas semanas de treino, Eva já consegue abrir os olhos e segurar as mãos de Ryan, que está sempre lhe dando apoio.

Numa certa tarde, durante um passeio pelo centro da cidade, Addie e Eva dão de cara com Hally e Devon. Eles começam a andar juntos quando são surpreendidos por sirenes. Um híbrido havia sido localizado pela polícia e estava prestes a ser capturado. A curiosidade de Hally fala mais alto e ela corre em direção à confusão, seguida de perto por Devon. Com medo, Addie foge na direção contrária e se perde dos amigos.

Na manhã seguinte, na escola, não há sinal de Hally e isso se repete por dias a fio. Até que, um dia, Devon conta que Hally foi identificada e capturada e logo ele será levado também, devido ao seu histórico duvidoso. Porém, esse não é o único problema. Alguém logo identificará a relação dos dois com Addie e ela também será procurada. Devon sugere que ela fuja, mas a menina ignora o alerta e volta para casa.

Na mesma noite, um representante de uma clínica bate à porta da família. Ele diz que há problemas no histórico de Addie e que deseja realizar alguns testes na menina, de forma que sua declaração seja realmente confirmada, provando que Eva realmente se foi. O medo percorre o corpo das irmãs, que logo são levadas para um lugar distante, onde precisam fingir melhor ainda para garantir sua segurança.

Porém, logo que chegam ao local, Addie e Eva descobrem que a clínica esconde muitos segredos. Fugir dali é essencial se elas desejam sobreviver. Com a ajuda de Hally e Devon, elas tentarão arquitetar um plano de fuga, enquanto buscam descobrir mais sobre seu passado e sua condição híbrida.

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

Não é novidade pra ninguém que distopia é meu gênero literário favorito. Quando vi a capa de O Que Restou de Mim, logo me apaixonei, mas foi a sinopse que me convenceu de realmente ler o livro. A proposta me lembrou muito A Hospedeira, que é um dos meus livros favoritos.

No começo, a narrativa se arrastou. E muito. Kat Zhang foi jogando os fatos da distopia sobre a gente, de forma que muitas vezes eu fiquei um tanto perdido. Fora o fato de que o livro é narrado em primeira pessoa, sob a visão de Eva. Com isso, muitas vezes as frases continham "eu", "ela" e "nós" seguidamente, o que me deixou bastante confuso até me acostumar.

Os personagens foram muito bem construídos, apesar de eu achar que Addie foi uma mera coadjuvante quando devia ter um destaque maior. Tudo bem que a protagonista é Eva, mas ela divide o corpo com a irmã. É de se esperar que tenha mais participação na trama. Muitas vezes as decisões de Addie influenciam em Eva, já que esta não tem controle sobre o corpo, mas na maior parte das vezes parece que Eva realmente manda.

Hally/Lissa foi a alegria do livro. Hally tem um jeito todo espevitado, uma maneira leve de ser, enquanto Lissa é mais comedida e inteligente. Foi muito legal ver essas nuances durante o livro. Da mesma forma que foi com Devon/Ryan. Enquanto Devon é mais quieto e fechado, Ryan é alegre e brincalhão. Sua relação com Eva foi aprofundando-se e chegando a um nível extremamente fofo.

A distopia em si ficou um pouco a desejar. Acho que a autora deve explorar melhor o porquê das guerras e do hibridismo nos próximos livros, se não vai perder muitos leitores. 

A Galera Record está mais uma vez de parabéns com este livro. A capa é fiel à original, que é extremamente maravilhosa. A diagramação é simples e a revisão está ótima, apesar de eu ter encontrado alguns erros de digitação, mas nada que prejudique a leitura.

Eu recomendo o livro, pois foi uma leitura interessante, mas não sei se vai agradar muitos públicos. Fiquei bem curioso quanto ao que vai acontecer na sequência e espero que a editora não tarde em lançar os próximos volumes da série.

BEIJOs E ATÉ A PRÓXIMA!
***
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7 comentários:

  1. Eu fiquei apaixonada pela premissa do livro. Confesso que logo que comecei a ler a tua resenha lembrei muito de A Hospedeira, e isso só intensificou meu interesse pelo livro, porque eu definitivamente adorei a leitura. Apesar de ter achado a história um pouco confusa, acho que é possível acostumar-se com a forma de escrita da autora, e assim compreender com mais facilidade a trama. Amei a capa, linda mesmo!

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  2. Oi Léo !
    Não curti muito o livro ... me lembrei de A Hospedeira O.o , e não fui fã deste livro..
    Beijos

    http://www.nossaspaixoesopsnossoslivros.blogspot.com

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  3. já tinha visto a capa do livro em alguma loja... mas n tnha lido a sinopse. vou te dizer q gostei bastante. entrou pra minha listinha!!! ;)

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  4. Mais um distópico que me interessa. E não é a primeira resenha que leio e cita a semelhança com o livro A Hospedeira. Como gostei dele, não me importo.
    Bjs, Rose

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  5. AMEI sua resenha. A história parece ser perfeita e, com certeza, o livro entrou para a minha lista de compras. A capa está linda, espero que o livro corresponda às minhas expectativas. Beijos

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  6. Oi, Leo! Não me interesso por este livro, pois já li outra resenha e pelo visto o livro deixa mesmo a desejar. E como eu ando em um momento chato com meus gostosos o livro não me desperta atenção.

    Curto uma disopia, mas nem todos são bons. E de leituras mal desenvolvidas estou correndo.

    Beiojs

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  7. Distopias está sendo o meu gênero favorito no momento, e esse livro aprece ser muito bom. Eu adorei tudo, desde a resenha até a capa. Mas esse livro me lembra um pouco a história de A Hospedeira, espero que seja bem melhor.

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