12 de fevereiro de 2015

Na Telona :: 'Cinquenta Tons de Cinza' #19

POSTADO POR EM 12 de fevereiro de 2015

Oi, gente. Tudo bem?

Estou de volta com mais uma crítica cinematográfica para vocês. O filme de hoje é, creio eu, o lançamento mais aguardado do ano pelas mulheres e eu conferi ontem em cabine de imprensa. Vamos ver o que achei?!

Filme: Cinquenta Tons de Cinza
Título Original: Fifty Shades of Grey
Diretor: Sam Taylor-Johnson
Lançamento: 12 de fevereiro de 2015
Duração: 2h05min
Distribuidora: Universal Pictures
Classificação: 16 anos
Sinopse: Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

Anastasia Steele é uma jovem de 22 anos estudante de língua inglesa. Sua melhor amiga e com quem divide o apartamento, Kate Kavanagh, deveria entrevistar um importante empresário, que faria o discurso em sua formatura. Só que a garota fica resfriada e pede que Ana vá em seu lugar.

Sendo assim, Ana parte para Seattle para realizar a entrevista com o sr. Christian Grey. Ela se depara com o grande império empresarial que o jovem Grey criou. Ele tem 27 anos, mas já é dono de uma das maiores fortunas da América. Seu poder deve-se à sua dominância em tudo o que faz, não só na empresa.

Durante a entrevista Christian vê em Ana aquilo que ela procura em todas as mulheres: timidez, submissão e devoção. Anastasia está encantada por Christian Grey e pelo seu mundo, e não consegue esconder isso. Christian está encantado por Ana e pelo que ela é.



Começa então uma distorcida história de amor. Christian é assombrado por questões do passado constantemente, sua submissão - não apenas no sentido BDSM da palavra - em muitas partes da sua vida faz com que ele queira o poder de um dominador. Anastasia é a típica submissa. Ele se apaixona por Christian Grey e pelo seu mundo e cedes às vontades do seu então mestre parece algo fácil.

Porém, a relação que não deveria passar de um contrato torna-se algo maior, Christian vai percebendo que não é dominando que ele se livrará dos problemas do passado e Ana vê em Christian algo maior do que um dominador, ela vê um homem que precisa de cuidados.

Em meio a todas essas questões, temos torrenciais cenas de sexo que tornam o enredo ainda mais quente e interessante, pois elas estão atreladas à história e fazem sentido na trama. Não é sexo por sexo, é sexo com propósito. O BDSM tem presença constante na história, entretanto aparece de uma forma mais sensual e romântica. Ele aflora nos personagens como o amor que surge entre eles.



Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de assistir!

Eu tentei ler Cinquenta Tons de Cinza assim que deu o boom do lançamento. Na época eu estava com 14 anos e desisti antes de chegar na página 100. Achei as cenas muito fortes e larguei de vez o gênero erótico. Pode-se dizer que fiquei traumatizado.

Porém, quando anunciaram a adaptação de Cinquenta Tons, confesso que fiquei curioso. Não acompanhei a escolha dos atores, o início das gravações, nem nada disso. Mas quando saiu o primeiro trailer do longa eu disse "vou assistir só pra falar mal". Então me despi dos preconceitos e fui pra cabine. O problema é que o filme me surpreendeu e foi bom. Muito bom.

Sempre que o assunto é conteúdo erótico, já vem na cabeça que será regado a sexo. Não, será puramente sexo e nada mais. Perdão a palavra, mas que seria uma "pu***ia" sem tamanho. Eu mesmo pensava que o filme seria isso, mas passou longe.



Óbvio que uma adaptação de livros eróticos precisa ter sexo, mas a diretora soube transformar algo explícito em sugestivo, deixando as cenas mais sensuais que escrachadas. Além disso, souberam usar da nudez como um quê a mais, não como algo necessário. Amei o cuidado que tiveram com isso e a ousadia. Se você está esperando a tal da pornografia no filme, sinto muito.

Quando li o livro, imaginei Lucy Hale e Ryan Gosling nos papéis principais e até critiquei um pouco com o povo quando Charlie Hunnam e Dakota Johnson foram escalados. Depois veio toda a polêmica da desistência de Charlie e a escalação de Jamie Dornan. Adorei Jamie em Once Upon a Time, mas não achei que ele - muito menos ela - teria potencial para enfrentar os preconceitos dos leitores e fazer uma atuação à altura. Novamente, fui surpreendido.

Jamie Dornan deu um show de interpretação, tanto como o Christian Grey empresário arrogante quanto como o Christian dominador. O ator soube abusar de sua sensualidade e conseguiu realmente convencer no seu papel. 

Dakota Johnson também me convenceu muito. A atriz não faz o perfil gostosona, apesar de ser muito bonita. Não posso dizer que ela soube personificar a Anastasia, porque odiei a personagem no livro e amei no filme. A Ana do filme não é aquela boba inconstante, chorona e chata que lembro do livro. Ela sabe se impor e ser sensual na mesma medida. Amei.



Minha única ressalva, que me fez tirar meia estrela do filme, foi o fato de que não senti uma grande química entre Grey e Ana. Os dois atores fizeram muito bem seus respectivos papéis, como disse acima, mas senti falta de algo a mais quando eles estavam juntos.

Quanto ao restante dos personagens, não sei o que dizer. Foi um auê quando Rita Ora foi escalada pra viver Mia Grey, mas a participação dela durou 30 segundos, se muito. Eloise Mumford, que interpretou a Kate, não me convenceu logo de cara. Achei a atriz com cara de velha para o papel, mas ela soube incorporar a Kate que lembro do livro. Gostei bastante, apesar de ela também não aparecer muito.

Outra coisa que posso dizer é que a adaptação é fiel. Conversando com a Mi, que leu o livro novamente recentemente, ela disse que as falas dos personagens estão exatamente como as do livro e ainda há piadinhas internas para aqueles que leram. Fiquem de olho, hahah.



Também gostei bastante da forma que a edição fez para nos mostrar as mensagens trocadas entre Christian e Ana. Foi o mesmo mecanismo utilizado em A Culpa é das Estrelas e foi muito bem utilizado.

Ah, já ia esquecer de elogiar a trilha sonora. O responsável pela trilha deu um show. O filme já começa ao som de I Put a Spell on You e dá aquela expectativa do que o filme irá proporcionar. Além disso, uma das cenas mais sensuais do filme é ao som da nova versão de Crazy in Love. Logo o espectador entra no clima e se envolve com a ação.

Acho que já falei demais, né? Queria soltar vários spoilers pra vocês, dizer o que acontece e o que não acontece, mas não posso, hahaha. Então só deixo aqui minha recomendação e podem ter certeza que vou assistir o filme novamente em breve!

TRAILER


Beijos e até a próxima!

9 comentários:

  1. Leo. eu necessito ver esse filme <3 assim que der estarei no cinema.
    adorei saber que vc gostou. pena q o casal n teve uma química, mas bom saber que o filme é tão uau ahuhsu
    ^^
    Seguindo o Coelho Branco

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  2. Amei sua critica !!!!! Sua amiga tem toda a razão o filme e fiel ao livros as falas ... os gestos os trejeitos de do Grey ... Eu estou totalmente apaixonada por ele .... No livro tem sim muitas mais cenas fortes ... Mais a Adaptação do cinema ficou maravilhosa ... Aguardando ansiosa pelos próximos por isso vou reler meus livros

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  3. Olá, Leo. Resenha super bem escrita!
    Eu ganhei o livro de presente, e confesso que nem li tudo; achei-o bem degradante. A mulher, após tantos anos de luta pela liberdade e independência, sendo retratada como um mero objeto de prazer, novamente submissa e autorizando um homem egoísta a administrar-lhe maus tratos e humilhações. O livro bombou porque a autora é ligada ao mundo do marketing - se não me engano, através do marido. Mas é lixo. Não assistiria ao filme, apesar da sua ótima resenha.

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  4. Léo... ai ai...
    Preciso urgente ver esse filme. To em cólicas pra ir ver. rs
    Amei a sua crítica, e só me deixou ainda mais ansiosa pra ver o filme.

    Beijinhos
    Jaque - Meus Livros, Meu Mundo.

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  5. Ai, Leo, que maldade. Eu quero muito ver o filme, mesmo não tendo lido o livro. Amei o elenco, esse sr. Grey me dá arrepios - e eu não estou exagerando huahuahsu
    Gislaine | Paraíso da Leitura

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  6. Tô em crise depois de ler essa resenha, porque não pude ir para o cinema hoje. Vou amanhã e espero, do fundo do meu coração, que tenha ingresso, senão vou chorar. KKKKKK Mal vejo a hora de assistir.
    Beijos.

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  7. Amei essa sua critica!!! Agora estou com ainda mais vontade de assistir esse filme! (rs)
    Segunda pessoa que vejo falando isso da química dos atores/personagens... estou um tanto com o pé atrás em relação à isso, entretanto, minhas expectativas são altas para esse filme!
    Beijos ♥

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  8. Oi Leo! Gostei muito da sua critica, principalmente por vir de alguém que não é um fã da trilogia e mesmo assim diz que gostou do filme. Já eu que sou fã posso dizer que concordo muito com o que você disse, sobre a direção ter tido o cuidado de fazer com que cenas de sexo ficassem sensuais e não vulgares, mesmo com os atores totalmente nus. A trilha sonora bem utilizada... Os atores me surpreenderam positivamente e foram mesmo a Ana e O Christian, sem tirar nem por...Claro que a "tontice" da Ana no filme ficou muito mais engraçada do que no livro e acho que foi isso que deu o desfecho perfeito. Os diálogos foram mesmo idênticos ao livro, as senti falta de algumas conversas que para mim são importante e até fazem ligação com o próximo livro...Vamos ver como a diretora irá trabalhar isso.( também queria comentar mais, mas seriam spoiler e aí não dá hahaha)
    Já vi que vou virar leitora assídua sua!
    Bjos
    www.meninadabahia.com.br

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  9. Oi Leo!
    Eu já li CTC e não gostei e por isso peguei um grande preconceito com a literatura erótica mas é claro que eu to um pouco curiosa pra saber como será o filme. Eu não pretendo assistir no cinema mas sim assistir online quando sair. Eu também não acompanhei a escolha dos personagens mas os adorei, sempre achei o Jamie Dornan muuuito lindo e amei ele como Christian e a Dakota Johnson também foi uma perfeita Ana. Ótima crítica, parabéns :)

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