20 de outubro de 2015

Aleatoriedades e um café, por favor #31 - Quando os fins não justificam os meios, na amizade.

POSTADO POR EM 20 de outubro de 2015
Hey, mates!
Tudo bem com vocês?
NOVA CRÔNICA!
Estava sumidinha daqui, por motivos de falta de tempo e a temida falta de inspiração, mas adivinhe só? Cá estou eu reacendendo essa chama a qual acreditei ter sido extinguida. Nunca fiquei tão feliz por estar enganada. Estava com muitas saudades! Espero que vocês gostem dessa nova crônica sobre amizade, mates! 
                               
Amigos. Parece que estou sempre batendo na mesma tecla quando esse é o assunto. Como todo relacionamento uma amizade precisa ser regada como uma planta, as vezes podadas e de vez em quando, precisa ser mudada de um lugar a outro para poder florescer ou ser protegida dos intensos raios solares e chuva intensa. Mas, e se sua amizade é como um bonsai? Ou uma árvore? Ou talvez um capim de calçada? Uma erva daninha? O cuidado não será semelhante? Não. Claro que não! Cada planta recebe um tratamento diferente, cada amizade também. Parece um pouco estupido, insensível ou talvez ardiloso, depende muito do seu ponto de vista. Amanda, uma amiga minha me disse uma vez que trata todos os seus amigos são iguais aos seus olhos. Isso nunca funcionaria para mim. Não consigo ver todo mundo com um mesmo olhar. Todos não podem ser girassóis, alguns são azaléias, outros lírios e algumas samambaias.

É difícil falar sobre amizade, pois é uma vertente tão ampla. Podemos falar sobre os aspectos positivos, dos negativos, de como no conectamos a estranhos, de como acabamos rompendo laços com pessoas que considerávamos como nossa família, de como é incrível iniciar uma amizade e como é terrível perder uma.
Eu estou vivendo uma fase particularmente detestável. Eu estou questionando todas as minhas amizades e analisando o que me levou a me tornar amiga dessas pessoas e em que lugar nos encontramos agora? A vida nos leva para lugares diferentes e algumas pessoas não nos segue por essa trajetória. Pois bem, porquê? Elas se perdem na trajetória ou simplesmente por não ter um lugar no carro para ele seguir na estrada? Deveríamos achar normal perdemos algumas amizades e substituímos ela por outras pessoas? 
E veja bem, não estou aqui incluindo amizades perdidas por conta de omissões, dramas dantesco e confusões da vida cotidiana, e sim amizades perdidas por culpa das nossas escolhas.

Cruel, não acha? Você escolha a porta um e espera encontrar a sua melhor amiga lhe esperando para a próxima aventura e um gorila de tutu e laço na cabeça sai correndo atrás de você. Onde está aquela pessoa a qual eu chamava de amiga? Ela foi embora, ela esqueceu de mim, eu a fiz não querer mais estar comigo ou eu é que não quero mais viver aquela relação e me afastei automaticamente? Pensa bem: quantas amizades você perdeu e tempos depois encontrou aquela amiga siamesa com uma outra pessoa, do jeitinho que era com você há alguns tempos atrás? Ciúme? Inveja? Constatação? Eu confesso que vivi algo semelhante a isso uma vez e passei patinando por essas três emoções, a última sendo profundamente reveladora. Eu havia perdido uma amiga, mas ela encontrou uma nova eu. Eu, olhei para o meu lado, e não tinha ninguém ali. O que isso significava? Não encontrei uma nova ela ou simplesmente não estava buscando substitui-la, como ela fez comigo? A sensação de substituição existe. Dói, como papel passando por entre os dedos, ainda mais quando você é a pessoa substituída. De qualquer maneira me pego perguntando: quando foi que uma amiga se tornou uma mera conhecida que sabe demais sobre você? Quando foi que as pessoas começaram a substituir umas as outras por versões mais avançadas de amizades antigas? Existe um aplicativo para isso? Algum sinal divino anunciando que aquela amizade está estagnada e está na hora de você buscar uma nova?

É bem diferente de ser substituída em um relacionamento amoroso. Sabemos que em algum momento o seu ex irá encontrar uma nova namorada e ela será melhor que você em muitos aspectos (mais magra, mais bem sucedida, mais bonita, mais atraente, mais sensual, melhor de cama e provavelmente será uma vadia) começando por ser a nova namorada dele enquanto você é a ex, mas ser trocada em uma amizade é um outro nível de perda. Você tinha confiança, respeito e base naquela pessoa e de repente, ela simplesmente não é mais.  E sabe qual é a pior parte disso tudo? Não reconhecer mais aquela pessoa. Seja passando um dia ou um ano, aquela pessoa muda diante de seus olhos. Ela se transforma num ser abstrato, como uma pintura de Tarsila de Amaral, com pés gigantes e olhos tortos. Tudo de que sai dos seus lábios soa como Chinês antigo e todas as suas novas experiências parecem estranhamente forçadas. É como se ela quisesse dizer: você não está mais aqui, mas eu continuei a minha vida, olha tudo que você perdeu.
E o pior é quando as ações dessas pessoas tornam-se tão medíocres que você não consegue mais suportar estar no mesmo ambiente que ela, pois tudo que sai de seus lábios soa como falso e impuro. 
Independente de você ter se afastado ou aquela amiga ter encontrado uma amizade mais próxima aos seus padrões buscados, existe uma sensação de abandono quando se perde uma amizade. E eu me pergunto: De todas as amizades que perdi durante a trajetória de minha vida, a culpa foi minha? Foi meu jeito de ser? Foram as minhas limitações? Minhas escolhas? Minhas ações? Eu me afastei ou foram eles? Eu mudei ou estagnei? Eu me tornei menos tolerante aos defeitos deles e mais intolerante as minhas qualidades? Quem foi que errou? E existe algum tipo de programa onde podemos recuperar uma amizade perdida, se descobrirmos que cometemos um erro de julgamento ou percurso? 

A verdade por trás do fim de um relacionamento seja ele romântico ou simplesmente fraterno é que existem dezenas de razões para você ter chegado àquele fim, mas também uma razão apenas para ressuscitá-la.

Ann está sempre pronta para dar o primeiro passo. 
  

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