20 de novembro de 2015

Na Telinha #28 - 05 Motivos para assistir Marvel's Jessica Jones, nova série da Netflix.

POSTADO POR EM 20 de novembro de 2015
Hey, mates! Tudo bem com vocês? Olha eu aqui enchendo o saquinho de vocês com uma dica quente de uma série, a qual definitivamente vocês irão ouvir falar - e muito. Marvel's Jessica Jones estreia hoje com altas expectativas por conta de seu primo antecessor, Daredevil. Jessica Jones vem com o dever de emplacar mais um grande sucesso para a Marvel e a Netflix, como conquistar o seu coração. Pronto ou não, Hell's Kitchen tem uma nova heroína.

                                            

Desde que sua curta jornada como super-heroína terminou em tragédia, Jessica Jones (Krysten Ritter) tem reconstruído sua vida pessoal e carreira como uma detetive particular em Hell's Kitchen, bairro de Nova York, conhecido por ser o bairro do Demolidor (Charlie Cox). Atormentada por autodepreciação e um forte caso de estresse pós-traumático, Jessica luta contra demônios que vem de dentro de si e os de fora, usando suas habilidades para aqueles que precisam... Principalmente se eles estão dispostos a pagar a conta.

1. Girl Power.Heroínas e vilãs não costumam ter muita sorte no mundo cinematográfico, muito menos no universo das séries, é só lembrar o horrível ‘Elektra’ (e eu adorava esse filme na minha infância) e a versão cancelada de ‘Mulher Maravilha’ (graças a Deus!) antes se quer de ser lançada na televisão. Se é por conta de ser uma mulher, heroína ou uma péssima produção e roteiro, não entraremos em detalhes, só não podemos negar que uma série com uma heroína é algo difícil e arriscado de termos com constância na televisão americana. Com a hype Super herói em alta riscos precisam ser tomados pelas produtoras. É difícil ter produtos com as super heroínas secundárias, imagina uma destaque tão grande num filme/série, fugindo do papel de dama em perigo ou par romântico? O público quer uma série com uma heroína como protagonista e mesmo que eu discorde com os pedidos de ter um filme da Viúva Negra (Sério? Não sei se vocês estão ligados, mas ela não é uma heroína e nem tão interessante assim para ter um filme, é só dar uma lida nos quadrinhos), em breve teremos 'Mulher Maravilha' com a Gal Gadot e 'Capitã Marvel'.

Jessica Jones não é uma personagem conhecida amplamente pelo público, o que pode ser um grande risco para um eminente sucesso. Todavia, essa também pode ser a grande carta na manga da Netflix/Marvel: uma personagem desconhecida, jovem no universo dos quadrinhos e extremamente humana, o que traz empatia dos olhos do público. Num período em que o emponderamento feminino e o movimento feminista estão em alto e até a CBS arriscou numa série sobre a Supergirl (a qual anda capengando na opinião publica) Jessica Jones vem para apresentar um universo soturno, depressivo e nostálgico, onde uma mulher busca seu lugar no mundo, através do seu trabalho, como também busca tranquilidade na sua consciência pesada. O Girl Power estará presente na série através do faro investigativo de Jones, como também da sua independência e os seus super poderes (Vocês sabiam que Jones tem super força e consegue quase voar?), quanto também na presença de sua melhor amiga Trish Walker, a qual eu não sei qual será o seu futuro e desenvolvimento na série, mas nos quadrinhos também se torna uma super heroína conhecida como Hellcat.
2. Essa não é uma história de origem.

Por mais que seja muito bom conhecer o passado e a origem de um herói, todavia em alguns casos é interessante reinventar a forma de apresentar isso ou talvez seja mais atraente usar o recurso dos flashbacks para garantir um novo tipo de dinamismo, como ocorreu em Daredevil. Assim não teremos sempre uma história de origem por trás do personagem titulo, assim não teremos uma repetição de segmento série após série, como também assistiremos o surgimento de camadas daquele herói e vilão, consequentes de quem eles foram em seus passados. Em Daredevil isso ocorre três vezes ao longo de sua primeira temporada, quando vemos o surgimento do Demônio de Hell’s Kitchen, Fisk e sua ideologia e por fim o Daredevil.


Nos quadrinhos Jessica Jones raramente usa os seus poderes e mesmo não tendo lá muitos dons, a grande sacada da personagem é a sua personalidade e noção de certo e errado, vez ou outra deturpados pelo espectro de Kilgrave. Jones não quer ser uma vigilante, muito menos busca ser uma justiceira ou quisá uma heroína, mesmo que essa seja a frase da chamada da série. Jessica trabalha como detetive apenas como seu ganha pão, se ela vai conseguir justiça, esses são outros quinhentos... Ela faz o melhor que pode para merecer aquele dinheiro no final do dia e nem sempre isso é o bastante e essas consequências lhe afetam emocionalmente.

3. Se você espera um Matt Murdock de saia, nem assista a série. Ela não é uma vigilante, muito menos uma heroína.
Diferente da maioria dos heróis apresentados até hoje pelo Universo Cinematográfico da Marvel, Jessica não tem o menor ímpeto de ser uma vigilante e heroína. Além do mais, ela abandonou a vida de heroína após uma experiência traumática e só de pensar nisso ela é jogada num espectro depressivo regado de bebidas e sexo violento. Como a série irá abordar isso, eu não sei, mas posso garantir que será muito interessante ver uma nova abordagem no Universo dos Super Heróis, fugindo da velha receita de anti-herói ou anti-herói buscando vingança e acabando por gostar do papel de Justiceiro.



Jessica é solitária, com isso não é de admirar que ela tenha poucos amigos, desconfie até da própria sombra e tem um dedo podre para relacionamentos. Nos quadrinhos suas relações são marcadas por problemas de relacionamentos, brigas e desentendimento, mas mesmo através de sua depressão e vícios, Jessica busca com dificuldade se reconectar com aqueles que amam e tentar consertar os seus erros. Sua humanidade é tão marcante quanto a sua vontade de fazer o que é certo e ganhar um dinheirinho para pagar suas contas e uísque.

4. Nós somos humanos, antes de heróis.


Fugindo da temática: pessoa com superpoderes e uma enorme responsabilidade com o mundo, Jessica Jones apresenta em primeiro lugar uma mulher depressiva, traumatizada e solitária. Seus poderes são parte de si, mas eles demarcam uma mulher que não existe mais e a qual Jessica não quer também mais ser. Esses dons não lhe dão nada mais do que um peso em sua consciência. De qualquer modo, os seus dons serão mostrados na série, em poucos momentos, mas eles estarão lá para demarcar quem Jones foi e é.


5. Kilgrave

Kilgrave é o vilão de Jessica Jones e o cara não é humanizado em nenhum momento nos quadrinhos e duvido muito que isso acontecerá na série. Diferente do que aconteceu com Fisk, em Daredevil Kilgrave não será descamado aos olhos dos telespectadores para eles se questionarem do porquê dele ter se tornado aquilo ou até mesmo criar uma duvida na mente do telespectador de acreditar em seus motivos perversos como consequência do seu passado negro ou crer que isso não explica o que ele se tornou? Como aconteceu com Wilson Fisk. Ele apenas aparece em Daredevil no 1x04 e sua presença é quase fantasmagórica, mas quando ele chega definitivamente na série, se torna uma oposição marcante a ideologia de Murdock. Contudo, diferente do esperado, Fisk não é só o cara ruim tornando a vida de Murdock difícil. Ele tem uma crença, uma ideologia e um passado negro e marcado por violência e perdas. Quando Fisk é humanizado, ganhamos uma comparação tendenciosa, onde podemos analisar as dificuldades vividas por Murdock e Fisk e o que essas experiências serviram como molde para os seus caracteres. Dificilmente você terminará a temporada torcendo cegamente por Murdock. Você irá se questionar: Será que Matt tem razão, será que Fisk está realmente errado?


A primeira coisa que você precisa saber sobre Kilgrave é que ele teve uma vida normal. Sem traumas, sem dramas, sem doenças e muito menos perdas. Ele é ruim, por ter nascido com essa índole em sua alma. Ele não quer poder, ele é poder. Ele é arrogante, sádico, um estuprador e sem limites. Com o particular dom de controlar mentes, Kilgrave é incontrolável e perigoso. Ele usa os seus dons desregradamente por seus motivos pessoais ou simplesmente por diversão e ele não poupa ninguém. Se ele quiser você morto, só por querer, ele irá matá-lo com apenas uma frase.

E aí, pipoca pronta, refrigerante geladinhos e chocolate a disposição? É só apertar o play, mates e curtir uma maratona de treze episódios do próximo hit da Netflix, Marvel's Jessica Jones. Assista em primeira mão exclusivamente pelo Netflix.  

1 comentários:

  1. Vou ter que assistir, não queria me viciar em outra série haha

    http://www.modinhamodao.com.br/

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