17 de março de 2017

Tá Na Estante :: 'O Crime do Vencedor' #645

POSTADO POR EM 17 de março de 2017

Oi, gente. Tudo bem?


Pois é, ando sumido por aqui. A vida tem estado agitada, hehe. Mas hoje vim contar pra vocês o que achei da minha última leitura. Vamos conferir?!

Livro: O Crime do Vencedor
Série: Trilogia do Vencedor (#02)
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Páginas: 360
Sinopse: Um noivado imperial significa uma celebração após a outra: cafés da manhã com cortesãos e dignitários influentes, bailes, fogos de artifício e festas até o amanhecer. Para Kestrel, porém, significa viver numa gaiola forjada por ela mesma. Com a aproximação do casamento, ela deseja confessar a Arin, seu ex-escravo e atual governador de Herran: só aceitou se casar com o príncipe herdeiro do império em troca da liberdade dele, Arin. Mas será que Kestrel pode confiar nele? Ou, pior: será que pode confiar em si mesma? No jogo do poder, Kestrel está se tornando perita em blefes. Age como uma espiã na corte. Se for pega, será desmascarada como traidora de seu próprio império. Ainda assim, ela não consegue deixar de buscar uma forma de mudar seu terrível mundo... e está muito perto de descobrir um segredo tenebroso. Nesta sequência fascinante e devastadora de A maldição do vencedor, Marie Rutkoski desvela o alto custo de mentiras perigosas e alianças pouco confiáveis. A revelação da verdade é iminente e, quando finalmente vier à tona, Kestrel e Arin vão descobrir o preço exato de seus crimes.
ATENÇÃO! Essa resenha pode conter spoilers do primeiro volume da trilogia

Após uma batalha que poderia ser terrível, Kestrel abriu mão de seu futuro ao fazer um acordo com o Imperador. Em troca da independência do território herrani, a jovem deveria casar-se com o príncipe herdeiro, tendo assim que mudar-se para a capital e dar adeus a Arin de uma vez por todas.

Em momento algum Kestrel se arrependeu de sua decisão, sabendo que ela salvaria inúmeras vidas. Contudo, a vida no palácio não é nada como ela esperava. Tramas políticas se desenvolvem a cada corredor e com o Imperador de olho nela o tempo todo, só resta a Kestrel escolher suas batalhas e garantir sua sobrevivência, mesmo que isso a afaste daqueles que ama.

Consternada com a ideia de se casar com o príncipe, Kestrel tenta a todo custo adiar a data da cerimônia o máximo possível, mas o Imperador lhe dá um ultimato: o casamento deve acontecer em Primeiro Verão, poucos meses após o ponto de partida da história.

Um baile de noivado é ofertado para toda sociedade valoriana e, além disso, o agora governador herrani, Arin, também é convidado. Kestrel acredita que ele não irá, mas no fundo sente a esperança de rever seu amado surgindo. Seus sentimentos devem ficar bem escondidos, se não tudo aquilo que ela conseguiu irá se desfazer em um piscar de olhos.

Só que quando Arin chega à Capital, fica cada vez mais difícil para Kestrel manter sua pose inabalável. E por mais que a paz tenha sido declarada, uma guerra ainda se arma debaixo dos panos e a garota se vê em meio a um impasse: defender seu povo ou o amor de sua vida? Podem acreditar, a decisão é ainda mais difícil do que parece e Kestrel não está nem um pouco preparada para tomá-la.

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

Quando li A Maldição do Vencedor no ano passado, fui surpreendido pela trama. Não é uma história original, mas adoro narrativas onde o romance mistura-se com o cenário político e a autora soube muito bem dosar ambas as abordagens. Então, quando recebi O Crime do Vencedor esse ano, não hesitei em lê-lo assim que chegou.

A escrita de Marie Rutkoski segue envolvente e viciante. Nesse segundo volume, as perspectivas de Arin e Kestrel estão bem divididas a cada capítulo e adorei isso, já que os personagens estão separados e vivendo seus próprios dilemas. Concluí a leitura mais rápido do que gostaria e acho que posso afirmar que essa continuação foi bem mais empolgante.

Nossa protagonista finalmente conseguiu me conquistar. Anteriormente, achei Kestrel mimada e egoísta. Aqui, ela provou ser mais do que isso, abdicando da própria felicidade em nome de uma causa maior e ainda assim sendo julgada por aqueles que deviam apoiá-la acima de tudo. Senti, em vários momentos, vontade de entrar no livro e abraçá-la.

Já com Arin, a antipatia venceu. Sua inconstância sempre me irritou, mas em O Crime do Vencedor ele se superou. Que personagem chato e egocêntrico. Se as coisas estão boas para ele, ótimo, independente do que seu povo precise. Se estão ruins, aí sim ele dá um jeito de lutar. Rutkoski conseguiu fazer eu me anojar dele.

O desfecho foi empolgante e deixou um gancho bem interessante para o final da trilogia, O Beijo do Vencedor, que já foi lançado pela Plataforma 21. Estou bem ansioso pelo que está por vir e espero não me decepcionar.

Sobre a edição física, a Plataforma 21 seguiu o mesmo padrão do livro anterior. A capa é uma adaptação da original e é belíssima. A diagramação é muito bem trabalhada, as páginas são amareladas e a fonte é grande. O que gostei bastante foi que a revisão está bem melhor, se comparada à do primeiro volume. Espero que siga assim.

O Crime do Vencedor é uma obra extasiante, que dá uma ótima sequência a série e com certeza merece ser lida. Deixo aqui a minha recomendação, principalmente para aqueles que querem começar a se arriscar no gênero.

Beijos e até a próxima!!!

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