19 de maio de 2017

Tá Na Estante :: 'A Traidora do Trono' #664

POSTADO POR EM 19 de maio de 2017

Oi, gente. Tudo bem?


Estou de volta com mais uma resenha dupla, outra vez em parceria com a Mi, do Blog Recanto da Mi. O legal dessas resenhas é que, na parte da crítica, vocês podem encontrar a opinião de nós dois sobre o que achamos do livro. Espero que gostem!
Livro: A Traidora do Trono
Série: A Rebelde do Deserto (#02)
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 496
Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.
Essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série

Meses se passaram desde que Amani foi baleada na batalha de Fahali. O que ela não podia imaginar é que quando acordasse, depois de ter sobrevivido a muito custo, não encontraria Jin ao seu lado. Revoltada com o sumiço do amado, que não lhe deixou nenhuma explicação por abandoná-la, a Bandida de Olhos Azuis passou a se dedicar de corpo e alma à causa, mas agora sem distrações.

O sultão estava cada vez mais violento e Ahmed, o príncipe rebelde, passara a perder diversas cidades das suas mãos. Estava claro para todos que era questão de tempo para uma guerra estourar. Sendo enviada a uma missão de resgate, Amani decidiu libertar diversas prisioneiras que estavam em Saramotai, porque agora, a garota não deixava ninguém mais para trás. Porém, mal sabia ela que sua atitude tão benevolente seria a responsável pela invasão ao acampamento e pela morte de diversos de seus companheiros.

Capturada por alguém em quem devia confiar, Amani foi vendida ao sultão que, por saber se tratar de uma demdji, decidiu anular seus poderes colocando diversos pedaços de ferro embaixo de sua pele. Para piorar a situação, com a ajuda de seu ex melhor amigo, Tamid, Oman passou a comandar Amani, que ficou proibida de fugir e de fazer mal a qualquer pessoa ali dentro.

Amani sabia que não podia escapar, então decidiu ser útil e se tornou uma espiã da rebelião, afinal, ela não poderia estar em lugar melhor se quisesse descobrir os planos do sultão. Porém, diversos perigos se escondiam dentro do palácio, mais ainda no harém, compartilhado por tantas mulheres.

Agora a Bandida de Olhos Azuis precisava contar com a sorte para se comunicar com seus amigos e dar um jeito de impedir as atrocidades planejadas pelo seu tirano líder.

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

MI: A Traidora do Trono é o segundo volume de uma trilogia eletrizante que, em suma, conta a história de um príncipe que tenta destronar seu pai tirano. Apesar de ter amado o seu predecessor - A Rebelde do Deserto -, não tinha intenções de ler essa obra tão cedo, porque não queria me ver presa à outra série, tendo que esperar ansiosamente pelo lançamento do próximo exemplar, e nunca fui tão grata ao Leo por ter me feito lê-la juntamente a ele.

LEO: Já eu mal pude conter a minha ansiedade e me joguei na leitura assim que pus as mãos na minha cópia, afinal, precisava saber o que tinha acontecido com os rebeldes após o confronto sanguinário em Fahali, que deixou Amani à beira da morte. Novamente narrado em primeira pessoa, de maneira ácida, afiada, mordaz, mas com um quê de humor negro, do jeito que eu gosto; somos presenteados pela autora com um breve sumário com o resumo sobre cada personagem, com a finalidade de nos refrescar a memória e de nos preparar para o que está por vir, algo que adorei e que me foi muito útil.

MI: Amani nunca esteve tão poderosa. Não só por finalmente ter se conectado à sua essência demdji, mas também por ter sido abandonada por Jin, que não suportou vê-la quase morrer, e sua raiva a preencheu tentando tapar o buraco aberto pela dor que sentia.

LEO: Confesso que por mais que eu goste desse casal, fiquei feliz de vê-los separados, pois pudemos direcionar o nosso foco ao que realmente importa, a revolução. Fora o fato de que Amani e Jin são muito chatos juntos, por serem cabeças duras demais.

MI: Mas não é só de poder que vive a nossa protagonista. Amani segue sendo azarada e um ímã para confusão, pois não foi à toa que se tornou prisioneira no palácio do sultão. Lá ela pôde ver um outro lado do seu governante que não imaginava que existia, a fazendo duvidar sobre se Ahmed seria realmente um bom líder para a nação.

Devo admitir que me peguei compartilhando de suas mesmas dúvidas e isso me fez enxergar o quão fácil é mudarmos de lado quando somos seduzidos por belas palavras e por ilusões, o que me levou a me perguntar, afinal, o que é melhor para um país?

LEO: Foi em Izman que ocorreram as cenas de ação mais tensas e dramáticas da trilogia. Foi dentro dos portões que Amani reencontrou pessoas que marcaram seu passado, e que foram capazes de definirem o seu futuro. E foi no harém que acabei ficando com o coração na mão por uma personagem que desprezava, mas que se mostrou corajosa e muito digna ao final. 

MI: Demorei o livro todo para tentar entender o significado do título. Afinal, quem tinha traído o trono? A princesa? A sultima? Não havia uma resposta óbvia para mim até eu me deparar com a capa original, que mostra uma imagem que representa um momento marcante do texto e que possui uma mensagem bem significativa, deixando tudo bem claro e nos relembrando de que as escolhas sobre as nossas atitudes estão sempre ao alcance de nossas mãos. 

LEO: Quanto ao desfecho, foi digno de cinema e nos apresentou a grande traíra da trama, que se revelou de maneira inesperada para mim. E é claro que já estou ansiando por mais. 

MI: Extremamente bem escrito, com um enredo mágico, fantástico e original, A Traidora do Trono irá transportá-los para um ambiente inóspito e perigoso que, para sobreviver, será preciso dominar o deserto. Leiam porque super vale a pena.

Beijos e até a próxima!
***
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4 comentários:

  1. Oi Leonardo,
    Acabei não lendo a resenha, apenas as opiniões finais, pois ainda não li A Rebelde do Deserto (está na meta, logo chega a vez!) e como está indicado que pode conter spoilers do primeiro livro eu prefiro ficar sem saber alem do necessário haha Quero me surpreender com a história.
    Eu gosto dessas resenhas duplas ;)
    Beijos

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  2. Ainda não conhecia, mas to apaixonada pela capa de novo :o

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  3. Leo!
    Bem bacana ver sua resenha com a Mi.
    Não li ainda nenhum dos dois livros, mas acho a protagonista o máximo, super destemida, vai em busca de seus objetivos e corajosa, porque não se intimida com pouca coisa.
    “A solidão é a mãe da sabedoria.” (Laurence Sterne)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  4. Achei legal a resenha com comentários de ambos, porque se complementam, seria legal ver algum comentário divergente.
    Incrivelmente ainda não li a resenha do primeiro livro, mas sabia mais ou menos o enredo, realmente é difícil aguentar um romance de dois cabeça dura mesmo que adore um romance, e me dá agonia uma protagonista que tem imã para confusão.
    Fiquei curiosa para saber quem seria a traidora do trono.

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