25 de novembro de 2017

GAGA: FIVE FOOT TWO

POSTADO POR EM 25 de novembro de 2017

Heeey, gente. Tudo bem??

Estou ensaiando escrever esse post há alguns meses. Desde que vi o documentário sobre a criação do mais recente álbum da Lady Gaga, que está disponível na Netflix, percebi que existiam pontos e tópicos que deveriam ser conversados e discutidos. Nunca fui muito fã da Gaga, sequer conheço a hsitória dela até chegar a fama. Escuto os hits que estouram na mídia e confesso, sei cantar todos, mas tem muita banda que eu nem sei o nome e ainda assim conheço várias músicas. Vida de assinante do Spotify!



Para mim o mais interessante desse documentário é apresentar a estrela como pessoa, sabe? A gente vê Lady Gaga saindo de um relacionamento, indo bem na sua carreira, mas enfrentando problemas na vida pessoal. Observar todo o processo criativo de um álbum que foi dedicado a um membro falecido de sua família foi, ao mesmo tempo, lindo e doloroso. No entanto, existem muitas outras coisas apontadas na linha narrativa e que valem a pena serem mencionadas.


Machismo -
Logo no começo do documentário a cantora conversa com um produtor sobre o quanto as mulheres da mídia são subjugadas por aqueles que estão por trás delas, e seriam as pessoas que deveriam protegê-la. No momento eu só pensei no caso de Ke$ha e seu então produtor. É incrível vislumbrar como, mesmo aparentando ter total controle de suas carreiras, muitas cantoras e atrizes não comandam seus trabalhos ou até a forma como irão se vestir. O machismo está impregnado em cantos que a gente sequer imagina e foi interessantíssimo ver uma pessoa tão influente falando abertamente sobre o tema.



Poder feminino -
Em contrapartida, Lady Gaga exalta loucamente o poder feminino e sobre como podemos mudar a sociedade quando estamos juntas. Sem papas na língua, a cantora fala sobre brigas com outras mulheres, mas não deixa de enaltecer suas personalidades e carreiras. É incrível observar como ela lida com o machismo dentro da indústria da música, sem deixar que seus trabalhos sofram mudanças para agradar a um público específico, especificamente em se tratando do apelo sexual feminino.

Relacionamentos -
Por ter acabado de sair de um relacionamento duradouro, este tema também foi pauta no decorrer do documentário da Gaga. Achei interessante ela levantar a bandeira de que é preciso estar bem consigo mesmo antes de entrar em um relacionamento e que se sentir que as coisas não estão indo bem, terminar também é uma opção. A gente sentia a tristeza dela com tudo o que estava acontecendo, a forma como ela estava se dedicando ao trabalho para ocupar a mente, mas ao mesmo tempo sentia a força que emanava dela para superara a situação e voltar a ser inteira. Querendo ou não, ao fim de um relacionamento, uma parte nossa vai com a pessoa.



Aparência -
Um dos focos maiores do documentário, no meu ponto de vista, é a forma como a aparência é retratada. Absorver a ideia de que a cantora está passando por uma fase difícil, mas devido a sua vida pública, ainda precisa se mostrar bem para o público em geral como foi como um choque de realidade. Para mim, uma das cenas mais impactantes foi quando ela, em meio a um ataque de pânico, durante as divulgações do seu álbum, precisou sair e fazer fotos com os fãs e para a imprensa, mesmo que não estivesse nada pronta para isso. É como ver o outro lado da moeda. Entender que definitivamente nem tudo são flores e a vida é ainda mais complexa do que se imagina.

Não podemos deixar passar em branco diversos dos ensinamentos de Lady Gaga durante a construção desse álbum. É um ano na vida da autora e mesmo sabendo que foi muito bem editado, dá para sentir uma proximidade com ela e com tudo o que a fama mundial impõe. Eu adorei, me senti mais humana e, me atrevo a dizer, mais próxima dela, compartilhando suas dores e medos. Indico muito, tenho certeza que vocês vão saber utilizar da melhor maneira possível os ensinamentos passados durante este documentário.

***

Agora me conta aí um documentário que você viu e acredita que todo mundo deveria ver. Vou ficar aguardando.

Beijocas e até a próxima!!!

1 comentários:

  1. Bárbara!
    Confesso que não sou tão fã dela, gosto de algumas músicas e das performances dela e não sabia sobre esse documentário na Netflix, mas como falou, os assuntos são pertinentes e devem mesmo ser discutidos.
    Vou ver se assisto, já que agora tem Netflix por aqui.
    Desejo um ótimo final de semana!
    “A poesia contém quase tudo que você precisa saber da vida.” (Josephine Hart)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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