3 de janeiro de 2018

Tá Na Estante :: 'O Coletor de Espíritos' #738

POSTADO POR EM 3 de janeiro de 2018

E aí, pessoal! Tudo bem?

Livro: O Coletor de Espíritos
Autor: Raphael Draccon
Editora: Rocco
Páginas: 210
Sinopse: Quando a chuva aflige o vilarejo de Véu-Vale pelo terceiro dia consecutivo, as ruas iluminadas por tochas ficam desertas; as janelas, uma a uma, se fecham; nesses dias, quem caminha pelas ruas de Véu-Vale caminha sozinho. Em O coletor de espíritos, novo romance de Raphael Draccon, um dos principais nomes da literatura de fantasia nacional, Gualter Handam, antigo morador do vilarejo e hoje um psicólogo prestigiado, se vê obrigado a retornar ao local que povoa seus pesadelos. Depois de tantos anos, ele terá de encarar antigos fantasmas e enfrentar uma força desconhecida e furiosa, numa jornada de sacrifício e redenção que poderá finalmente libertar todo um povo das garras do medo.
Em O Coletor de Espíritos vamos conhecer a história de Gualter Handam. Ele nasceu e cresceu no vilarejo de Véu-Vale, um local escondido e simples com grandes crenças e simplicidade. Assim que possível, o homem abandonou o local em busca de liberdade, mudando-se para a cidade grande e tornando-se um psicólogo bem-sucedido.

O objetivo de Gualter era sair de Véu-Vale e nunca mais voltar. O vilarejo, apesar de pitoresco, era o maior motivo de todos os seus pesadelos. Contudo, quando sua mãe adoece, Gualter é obrigado a retornar e junto dele, todos os seus medos também retornam.

Acontece que Véu-Vale sofre com uma maldição. Se há chuva por três dias consecutivos, todos os moradores se escondem da melhor forma possível. Assim que a noite cai, não é mais seguro sair sozinho. O mal ronda cada esquina e ninguém é capaz de detê-lo. E mesmo sabendo disso, as pessoas seguem com suas vidas tranquilamente.

Com o seu retorno ao vilarejo, Gualter precisará enfrentar seu passado e seus medos, ajudando seus conterrâneos contra o mal. Aos poucos, o homem vai cruzar com diversas situações e vai descobrir mistérios imensos acerca do local. E, quanto mais tempo passar lá, mais Gualter vai se arrepender de ter voltado…

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

* * *

Eu nunca tinha lido nada de Raphael Draccon, mas sempre ouvi falar muito bem sobre sua escrita. Alguns amigos já me recomendaram sua trilogia Dragões de Éter, mas sempre protelei a leitura. Então, quando a Rocco anunciou o lançamento de O Coletor de Espíritos, decidi que agora seria a hora de me aventurar. E até que a experiência foi interessante, mas poderia ter sido melhor.

A escrita de Draccon é leve, fluida e envolvente. É difícil eu me concentrar por tempo suficiente para ler um livro em uma sentada e o autor conseguiu este feito. Claro que as poucas páginas ajudaram nessa façanha, mas a escrita dele é daquelas que dá vontade de seguir lendo para sempre.

Contudo, me incomodei bastante com o desenvolvimento dos fatos. Foi tudo jogado no leitor de forma confusa e, mesmo no final, nenhuma explicação foi dada. Sabe quando você percebe que o autor quer inserir um tom de mistério na trama? Foi o que Draccon tentou fazer aqui, mas não me convenceu nem um pouco. Eu fiquei deveras intrigado, mas nada que diga “Oh, meu Deus, que mistério!”.

Acabei me decepcionando também com a construção dos personagens. Não consegui me identificar ou criar empatia com nenhum. Gualter é arrogante, prepotente e egocêntrico. Suas atitudes são mesquinhas e eu só tinha vontade de entrar no livro e lhe dar uns bons tapas. Acho que isso contribuiu para a obra não funcionar para mim.

Mas não é só coisa ruim que o livro traz. Gostei muito da ambientação de Véu-Vale. O autor caprichou nos detalhes e, conforme o cenário foi apresentado, consegui imaginar perfeitamente cada nuance do local e me imaginar lá.

Em suma, O Coletor de Espíritos não me convenceu, mas talvez agrade os leitores menos exigentes. Não foi uma boa primeira experiência para mim com o autor, mas acho que darei uma nova chance futuramente…

Abraços e até mais!

1 comentários:

  1. Well!
    Uma pessoa como o Draccon só pode fazer cada vez mais sucesso, afinal uma atitude tão solidária, mesmo que ele não queira, traz felicidade dobrada.
    Ele sim é um ser humano de verdade, além de ótimo escritor.
    Sinto que o livro e toda sua construção não tenha agradado e você não tenha conseguido engolir algumas coisas...
    Desejo Um Novo Ano repleto de realizações!!
    “O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. É que nós deveríamos ter uma alma nova.”(G. K. Chesterton)
    cheirinhos
    Rudy
    1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

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