Oi gente!

Hoje vim falar de uma leitura bem gostosinha e divertida de uma história da autora irlandesa Marian Keyes. Vem conhecer Férias!.

Livro: Férias!
Série: Irmãs Walsh (#02)
Autora: Marian Keyes
Editora: Best Seller
Páginas: 546
Sinopse: Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga – pode-se dizer muy amiga – de drogas. Até que a sua vida vai para a Cucuia e ela, na marra, para o Claustro – a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo da coisa, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academias e artistas semifissurados (ao menos, ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas.

Rachel Walsh e sua amiga Brigit vieram da Irlanda para morar em Nova York. Mesmo trabalhando, ambas não ganham tanto dinheiro assim para viver a glamourosa vida novaiorquina. Mas elas fazem de tudo para estar o mais bem vestidas nos fins de semana e frequentar os melhores bares, tentando, ao máximo, se distanciar dos demais irlandeses, pois eles sempre vão querer falar sobre as famílias, querer achar um ponto em comum em suas vidas. 
É em um desse bares que elas vão conhecer o grupo que denominaram de “Homens de Verdade”, um grupo de 5 amigos que se vestem como astros do rock dos anos 70 – calças jeans, jaquetas jeans, botas e calças de couro justas – e que por acaso, também são irlandeses. O grupo cujo namorado de Rachel, Luke Costello, faz parte. Rachel e Brigit, além de adorarem beber para se divertir, gostam também de cheirar cocaína, pois assim, dizem elas, ficam mais extrovertidas. Contudo, Brigit consegue se controlar, ao passo que Rachel passa totalmente dos limites e é nesse ponto que somos iniciados.
Depois de uma noite de bebedeira e uso de cocaína, Rachel não consegue se desligar para dormir, sendo que precisa acordar cedo no dia seguinte para trabalhar. Então ela apela para seu outro vício: Valium (calmante). Ela toma muitos comprimidos para conseguir dormir e, na altura de sua loucura de drogas, começa a escrever poemas desconexos, e dorme. Quando Brigit chega em casa pela manhã. encontra Rachel apagada, com o vidro de Valium quase vazio ao seu lado e um papel com texto desconexo que parecia uma despedida da vida. Resultado: Brigit liga imediatamente para o socorro achando que Rachel tentou se suicidar.

Após passar por uma lavagem estomacal, uma discussão com Brigit, término de namoro com Luke (que está possesso por conta dos abuso dela com as drogas), Margaret, sua irmã mais velha, vem a mando de seus pais buscá-la e levá-la para a Irlanda, onde ficará confinada em tratamento na clínica de reabilitação Claustro. Mas afinal, para Rachel, nem parece ser tão ruim assim, lá terão artistas, spas, academia, e ela precisa mesmo se cuidar, emagrecer e relaxar, e, afinal, ela nem é uma toxicômana.
Durante a narrativa, feita em primeira pessoa, nós vamos ter contato com o presente e com o passado de Rachel através de suas recordações. De início, já percebemos que a realidade de Rachel com as drogas não é tão leve quanto ela nos quer vender, e isso fica cada vez mais claro com o decorrer do livro. 
Além de Rachel, Brigit e Luke, nós seremos apresentados a outros personagens engraçadíssimos: Helen, a irmã mais nova de Rachel, que foi pra mim a personagem mais irritante do livro, por tentar sempre ser a melhor e a mais descolada, pondo a Rachel, que já tem uns bons problemas de auto estima, mais para baixo ainda; Jackie, a companheira de quarto de Rachel no Claustro, uma mulher casada, super vaidosa e que tem problemas com álcool; Chris, outro interno do Claustro, toxicômano, por quem Rachel vai criar uma fantasia amorosa para superar Luke; além dos outros internos e profissionais do Claustro que são interessantes, mas não tão centrais.
Apesar de abordar uma temática pesada e conturbada como o uso de drogas (lícitas e ilícitas) e problemas de auto estima, o livro é hilário. A história me fez rir demais e ter reações que passaram a ser físicas, como dar tapas na testa quando algum personagem fez uma caca gigantesca. É interessante perceber como os personagens com problemas compulsivos (desde uso de drogas à compulsão por comer) vão negar piamente ses problemas a todos, vão dizer que seus amigos e parentes, que irão dar depoimento durante as sessões em grupo, estão mentindo, são loucos e coisas do tipo. 
Mas, leitor, preste atenção nesses depoimentos, são eles que farão com que a gente descubra as verdades sobre os personagens, juntando peças do quebra-cabeça. Essas sessões serão, para nossa protagonista, algo muito importante.
Coisas que valem a pena prestar atenção: as irmãs de Rachel vão dar indícios que também tem problemas, assim como a mãe e o pai; Chris, que vai deixar dar algumas pistas sobre sua personalidade e vamos descobrir se ele é ou não o que Rachel espera; e o Claustro em si, porque desde o início somos levados pelas ideias de Rachel, mas será que é mesmo tudo isso?
É um livro sobre superação em todos os sentidos, e traz algumas boas lições de vida nas suas entrelinhas. É meu chick-lit favorito até o momento.
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E vocês, já leram Férias!? Já leram algo de Marian Keyes? O que acharam? Vamos conversar mais nos comentários.

Beijão e até mais!

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