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Quem ama Young Adult não pode perder a dica de hoje…

Livro: Sorte Grande
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 384

Sinopse: O amor é como a loteria. Alice não acredita na sorte; perdeu os pais com um intervalo de apenas treze meses. Mas Alice acredita no amor. De seus tios, de seu primo Leo, de seu melhor amigo Teddy. O coração, no entanto, já se foi há tempos. Dado de bandeja a Teddy. Há pelo menos três anos. E quando precisa decidir o que dar a ele no aniversário de 18 anos, a ideia parece chegar naturalmente… um bilhete de loteria. Com todos os números importantes para ambos: número de anos que se conhecem, data importantes e endereços marcantes. Quando a combinação se prova vencedora e o menino ganha quase 150 milhões de dólares, os dois são jogados em um redemoinho de loucuras juvenis, interesseiros e sonhos de infância realizados. Tudo estaria perfeito, não fosse um beijo trocado no auge das comemorações. Um beijo que mudaria a dinâmica do casal. Mas o dinheiro não pode comprar o amor. Nem o que mais importa. Mas será que pode dar uma ajudinha?
Ganhar um bilhete de loteria de um amigo pode ser um presente inusitado e divertido. Mas e se algo muito improvável acontecesse? Melhor, e se o bilhete fosse, literalmente, o premiado e a sequência numérica escolhida — que simboliza números importantes sobre a vida de ambos — garantisse alguns milhões de dólares? Tudo isso parece difícil de acreditar, mas acontece e afeta de diversas maneiras a vida de Alice e Teddy, garantindo que este seja o mais novo milionário e que Ali permaneça escondendo o fato de ser apaixonada por ele.
Mas será que Teddy, o novo queridinho da galera, não sente o mesmo por Alice?

O dinheiro pode salvar a vida de muitos? É claro que sim e, de quebra, garantir momentos de ostentação, e o Teddy sabe muito bem disso. Contudo, este livro nos fará desejar muito saber se o dinheiro terá alguma interferência real na amizade entre Alice e Teddy. Além disso, a expectativa  é descobrir até quando a nossa querida Ali manterá a paixão pelo amigo guardada apenas para si 

Quando li a sinopse, tive altas expectativas com este livro. O início é, de fato, muito bom e achei que a obra me surpreenderia. Gostei da escrita da autora e do modo como ela, de maneira objetiva, conduz os diálogos. Além disso, as primeiras páginas me fizeram idealizar bastante sobre os desdobramentos da história. Já tinha ouvido falar sobre outros livros da Jennifer E. Smith, mas Sorte Grande foi o primeiro que li e, como muita gente elogiava a escritora, achei que gostaria muito desta obra.


Apesar disso, logo nos primeiros capítulos fiquei incomodada com o fato de ser tudo exageradamente clichê. Claro que antes de iniciarmos a leitura podemos imaginar possíveis rumos para a narrativa. Contudo, neste caso, nada saiu do óbvio. Fiquei torcendo, desejando um plot twist realmente envolvente, algo que me fizesse pensar que tinha sido bom esperar até aquele momento porque valeu a pena, mas isso não aconteceu nem aos 80% da leitura. Por isso, demorei dias para concluir um livro que tinha tudo para ser muito bom se tivesse uma reviravolta e situações empolgantes.
Se você escolhe um lugar, sua vida pode seguir um rumo. Se escolhe outro, será completamente diferente.
Dessa forma, desanimei muito com a narrativa. Mesmo sendo legal acompanhar as vantagens e desvantagens que o dinheiro pode proporcionar, nada era novidade ou incomum e achei que Teddy foi o típico imaturo e deslumbrado, que não me agradou muito. Apesar da vida conturbada que ele tem desde a infância com a mãe e a ausência do pai — que é bem interesseiro —, Teddy é de uma “inocência” que irrita. Ele não acredita no que está diante de si e ignora até mesmo os sentimentos da Ali mesmo que, no final, ele mostre o oposto (fato que, infelizmente, também não é uma surpresa Quem se atentar aos detalhes da narrativa logo poderá deduzir o que realmente acontece).

Ele tem apenas dezoito anos e é claro que iria querer aproveitar o dinheiro, mas negligencia muito a opinião daqueles que o amam. Além disso, ficamos à espera do desenrolar entre ele e Ali, mas é algo que beira à lentidão total e só acontece nos pênaltis. Esperei pelo romance, mas ele só apareceu quase na hora de dar tchau ao livro. Felizmente, há momentos fofos entre Ali e Teddy, a maioria deles refletindo muito a importância da amizade e o fato de desejar o melhor para aqueles que amamos e nos importarmos com eles.

Ainda assim, é válido ressaltar os aspectos positivos do livro. Achei a Alice super madura, uma garota que apesar das inseguranças normais da idade e da perda que sofrera na infância, é altruísta e permite ao leitor pensar sobre diversas coisas. Mesmo tendo parte da responsabilidade pelo fato de Teddy se tornar milionário, ela não se importa com o dinheiro, mas com o futuro do amigo, as consequências de se ganhar na loteria, a maneira pela qual as pessoas passam a vê-lo quando ele descobre ser o ganhador de milhões de dólares.

Além disso, é impossível não sentir parte da dor dela, que se mostra relutante em se permitir considerar a vida ao lado dos tios e de Leo, seu primo, como algo muito próximo à família que tivera um dia. E falando sobre eles, os três também merecem destaque porque são fofos, especialmente a tia de Ali, que a faz enxergar que é possível sim ter mais de um lugar no mundo, pessoas para amar e ter a sensação de pertencimento. 

A amizade é algo que também merece destaque na obra, pois a percebemos sob diversos ângulos, o que ilustra a maneira como é possível ser completamente diferente de alguém mas, paradoxalmente, ter algo em comum. Além disso, é possível refletir com a leitura que devemos buscar aquilo que nos faz bem, a nossa vontade, ter autoconhecimento para, assim, decidir de maneira coerente sobre coisas que nos afetam e podem mudar as nossas vidas por completo.

Outro ponto relevante e que gostei muito na obra foi o modo como, através dos pais de Ali, conseguimos ver que todos são essencialmente humanos, com qualidades e defeitos, erros e acertos; que ninguém é imune aos acontecimentos do dia a dia e, sobretudo, que não há um ser humano perfeito. É através disso que a obra nos mostra que ações simples também fazem toda a diferença na vida de alguém.


Sorte Grande expõe muito sobre o amadurecimento e, ainda que seja clichê, o livro nos possibilita pensar sobre coisas que, infelizmente, deixamos passar despercebidas.

                                                   Um grande beijo e até a próxima!

***
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3 Comentários

  • Carolina Santos
    01 julho, 2018

    exatamente essa experiência que eu tive com esse livro da autora era um Clichê porém nos apresentavam um conteúdo delicado e sentimental realmente foi uma leitura muito interessante para mim

  • Rosivane Miranda
    13 junho, 2018

    Quando comecei ler a resenha, fiquei interessada na histohis, foi algo bem diferente, mas aí no decorrer, não me chamou mais tanta atenção, esse fato de o casal só se desenrolar no final, não é muito legal…não gosto assim, parece que fica muito cansativo…mas parabéns pela resenha

  • RUDYNALVA
    12 junho, 2018

    Day!
    Confesso que ainda não conhecia o livro.
    Apesar de falar sobre o cotidiano e sobre amizade, não fiquei muito estimulada para fazer a leitura não.
    Uma semana cheia de luz e paz!
    “Sou uma só. (…) Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo.” (Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy
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