• Livro: A Rainha Vermelha - Edição de Colecionador
  • Autor: Victoria Aveyard
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 448
Sinopse: Edição especial limitada do primeiro volume da série que já vendeu mais de meio milhão de exemplares no Brasil. Em capa dura, o volume traz ilustrações exclusivas e conteúdo inédito. O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Mare ganha seus trocados batendo carteiras pelo centro de palafitas. Sem a condição de ser aprendiz de alguma profissão, aos 17 anos, o único futuro que vislumbra no horizonte é o recrutamento, quando, aos 18, será enviada para a guerra. Foi assim com seus irmãos mais velhos, será assim também com Mare, uma vez que os vermelhos não possuem muita opção.

Mas quando o melhor amigo de Mare, Kilorn, perde seu mestre e, por isso, deixa de ser aprendiz, ela decide que precisa fazer algo para salvar a ambos do recrutamento. A garota tenta, por meio de furtos, levantar o dinheiro solicitado por membros de um grupo terrorista para contrabandeá-los para fora do país, entretanto, uma intimação arruína seus planos. Mare é obrigada a comparecer em Summerton, a capital de verão do governo Prateado, onde uma Prova Real está avaliando os poderes das filhas das Casas mais influentes para selecionar a mais forte, que se tornará noiva do príncipe.

Servindo como criada durante o evento, Mare é surpreendida por um terrível acidente causado por uma das participantes e descobre que existe mais força em seu sangue vermelho do que ousaria imaginar. Uma rede de intrigas se forma e ela precisará unir coração e razão para não se tornar apenas um valete nas mãos de bons jogadores enquanto luta por sua vida e pela liberdade de seu povo.

Tentei arduamente fazer para vocês um resumo do livro livre de spoilers e, talvez por isso, ele não tenha ficado muito atrativo, mas o meu objetivo com o relato sucinto acima é que vocês se surpreendam e se encantem com a história tanto quanto eu. Porque, senhoras e senhores, este é, absolutamente, um dos melhores livros do gênero! Não estou exagerando, podem perguntar para qualquer pessoa que o tenha lido. A Rainha Vermelha é simplesmente fantástico e delicioso.

Na obra, o mundo é dividido entre pessoas de sangue vermelho e de sangue prateado. Os vermelhos são meros plebeus que trabalham nas tarefas básicas de manutenção do país. Os prateados são criaturas nobres e majestosas que possuem poderes incríveis como força extrema, manipulação da água, dos pensamentos, metais e por aí vai. Os vermelhos não têm muitas perspectivas na vida, mas Mare pode ser um trunfo que mudará essa história.

A realeza, por sua vez, dispõe de dois príncipes, ambos apaixonantes, porém perigosos, e seus respectivos pais são, no mínimo, detestáveis. Na trama, o reino se encontra no auge de uma luta contra a Guarda Escarlate, encabeçada por um grupo terrorista composto por vermelhos que defendem a liberdade e a igualdade de todos os seres humanos, independentemente da cor de seu sangue. Eles também desejam o fim da guerra prateada, que dura cerca de um século e é paga com sangue vermelho.

Mare, de alguma forma, se vê em meio à nobreza e, ao mesmo tempo que aprende a respeitá-la, nutre o profundo desejo de modificar a realidade estabelecida. É assim que ela acaba em uma corda bamba entre sustentar-se junto aos prateados e auxiliar a Guarda Escarlate em suas investidas. O risco que Mare corre é enorme e o desenrolar da narrativa é de tirar o fôlego!

Apesar de todo esse clima medieval, A Rainha Vermelha se passa em um mundo repleto de tecnologias, com câmeras de vigilância por todos os lados, carros, barcos e até mesmo jatos. Não sei por que sempre tenho dificuldades em me ambientar nesse tipo de história em tempos modernos, mas Victoria Aveyard criou uma realidade perfeita e um enredo maravilhoso.

A Rainha Vermelha: Edição de Colecionador é um primor de impressão. A capa é dura e vermelha e a diagramação do exemplar é sensacional, com o corte das páginas em vermelho, e ainda conta com uma sobrecapa e ilustrações. O livro divide-se em vinte e oito capítulos, mais um epílogo do qual eu morreria do coração se não existisse, afinal, essa é uma obra que deixa o leitor implorando por mais. Mal posso esperar pra ler Espada de Vidro.

Se vocês gostaram das séries de A Seleção e Estilhaça-me, não percam tempo. A Rainha Vermelha é uma mistura fabulosa dos dois estilos, acrescido de um tanto mais de intrigas e adrenalina. Um livro para ser devorado e indicado a todos os fãs que curtem uma boa aventura e distopia.

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1 Comentário

  • Joyce
    17 dezembro, 2018

    O que dizer dessa capa simplesmente MARAVILHOSA ?????
    Já li esse primeiro livro mas já esqueci hahaha
    Acho que para eu ler os demais da série, eu teria que ler o primeiro novamente, pois isso que dá para quem lê muita fantasia, mistura todas as histórias rs