Recentemente eu falei por aqui sobre o livro A parte que falta, lançamento da Companhia das Letrinhas e escrito pelo Shel Silverstein. Após o grande estouro do primeiro livro em meados desse ano, a editora resolveu lançar o segundo volume por aqui. A parte que falta encontra o grande O foi minha leitura desta tarde e eu quero compartilhar com vocês um pouco do que tirei desse livro.

No primeiro volume a gente vê um ser buscando por aquilo que falta para que ele seja completo, mas quando encontra percebe que na verdade não precisava de nada para ser completo, ele já era. Neste daqui nós temos a parte que falta. Ela acredita que não poderá conhecer o mundo sem alguém que a auxilie, já que suas formas a impedem de explorar ao seu redor. A busca incessante por algo que a complete lhe frusta de diversas maneiras, especialmente por, após encontrar um encaixe, começar a crescer e não caber mais nele.

É aí que essa parte irá encontrar o Grande O. Ele já é um ser que tem noção da sua completude e explora o mundo, descobrindo o novo e encorajando outras criaturas a fazer o mesmo. Quando percebe que a parte que falta encontra-se solitária, na sua busca para completar alguém, lhe lança um desvio: explorar o mundo por si mesma.

Descrente das possibilidades de fazer isso dada a sua forma, a parte que falta decide tentar e quanto mais ela tenta, mais vai se adaptando as circunstância e as coisas vão se tornando mais fáceis. Suas pontas são aparadas e o mundo se desenrola na sua frente, um mundo que ela nunca poderia descobrir se não tentasse.

Fazendo um paradoxo com as nossas vidas, Shel Silverstein, aponta neste livro a necessidade que temos de outras pessoas e como isso reflete na forma como agimos com nós mesmos. Quando cria uma personagem que não sai do lugar por acreditar que não pode fazer isso sozinho, ele mostra alguns aspectos da sociedade e das pessoas que acreditam precisar do complemento que é outra pessoa para viver, meio louco, né?

Mas vejamos bem: o interesse é observar alguns aspectos de nós mesmos nessa necessidade de outras pessoas. Ao meu ver, o livro aponta que precisamos nos bastar para estar com o outro e isso faz com que a gente não espelhe nossas expectativas n’ele, sabe? Mas isso não quer dizer que a gente não precisar ter outro, isso quer dizer que a gente pode escolher entre ter ou não ter, mas ainda assim viver o mundo apenas com nós mesmos.

Senti que os dois livros do Shel se complementam de formas muito similares, mesmo apontando dois extremos de uma mesma coisa. O mais interessante, ao meu ver, é que cada um desses livros vai bater de forma diferente para cada pessoa de acordo com as suas experiências de vida.

***

E é isso! Me conta se você conhece esses livros, o que achou caso já tenha lido, ou se tem curiosidade. Vou aguardar pra saber.

Beijocas da Barb.

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5 Comentários

  • Duane
    09 dezembro, 2018

    Olhaaa… esses livros parecem bem interessantes! Por muito tempo me senti incompleta e precisando de outro para “me completar”. Talvez fosse a leitura ideal para essa fase que tive. Vou ler. Beeeeijo

  • Monique
    04 dezembro, 2018

    Eu tenho o primeiro livro e acho linda a mensagem que ele transmite. Esse segundo ainda não consegui adquirir mas quero muito!

    • Barbara
      Barbara
      04 dezembro, 2018

      Os dois em conjunto passam sentimentos maravilhoso!

  • Joyce
    03 dezembro, 2018

    Que livrinho mais fofo! Já quero o meu 😉