No último dia 19/02, o Estadão liberou uma matéria sobre 30 filmes sobre livros, escritores, editoras e livrarias (ver matéria completa aqui). A partir disso, trouxe uma seleção dos filmes indicados por eles que mais gostei.

 

A Esposa (2019)

O filme com direção de Björn Ronge, conta a história de Joan Castleman que sempre abriu mão de seus talentos literários pelo seu marido controlador e pouco altruísta. O marido, Joe Castleman, é um escritor que está prestes a receber o prêmio Nobel de Literatura. Ao descobrir isto, Joan entra em crise, por sempre ter vivido à sombra de Joe, e decide por um fim a um relacionamento de 40 anos. Entre os pontos interessantes do filme, podemos citar que é uma forma de conhecer um pouco mais sobre a Academia Sueca, responsável pela premiação. Outro ponto é o fato do roteiro ter sido adaptado do livro The Wife de Meg Wolitzer. É um filme de drama, que traz no elenco Glenn Close e Jonathan Pryce interpretando o casal principal.

 

Meia noite me Paris (2011)

De direção de Woody Allen, o filme traz a história de Gil, um roteirista de Hollywood, que sempre sonhou em ser um grande escritor como seus grandes ídolos da literatura norte americana, porém, mesmo tendo seu trabalho reconhecido, Gil, além de uma boa remuneração, tem boas doses de frustração. Ao ir para Paris com sua noiva e os pais dela, o roteirista sai para um passeio noturno pela cidade luz. Contudo, quando o relógio bate meia-noite, Gil é transportado para a Paris de 1920, onde conhece muitos dos autores que idolatra e inveja, como F. Scott Fitzgeradl, Ernest Hemingway, entre outros. O filme é uma comédia romântica que traz no elenco Owen Wilson como Gil, Rachel McAdams como Inez (noiva de Gil), Kurt Fuller e Mimi Kennedy como sogros de Gil.

 

As Horas (2002)

O filme é um drama dirigido por Stephen Daldry que traz no elenco Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep como protagonistas. O filme conta a história de como o romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf repercute na vida de três mulheres de diferentes gerações. Em 1923, temos Virginia Woolf (Nicole Kidman), que enfrenta uma crise séria de depressão e tem idéias de suicídio enquanto tenta terminar seus livro. Em 1949, temos Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, vivendo um casamento infeliz, ela se vê imersa numa leitura que não consegue parar. No presente do filme, temos Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para seu ex-amante e escritor Richard, portador de AIDS que está morrendo. As três mulheres estão ligadas pela literatura, em especial pelo livro “Mrs. Dalloway”, e pela temática de suicídio/morte. Não é um filme leve, mas mesmo assim traz um enredo diferente e interessante.

 

A Livraria (2018)

Ambientado no fim da década de 50, o filme traz a história de uma mulher viúva recém-chegada em uma cidade pacata localizada no litoral da Inglaterra. Florence Green, a recém-chegada, tem a iniciativa de abrir uma livraria na tal cidade, motivada pela ideia de que os habitantes locais precisavam de mais cultura. Contudo, os habitantes mais ricos do local (também sendo representantes da massa conservadora da cidade), não vêem com bons olhos esse projeto de Florence, se opondo totalmente a seu negócio e a ela. Florence se vê em uma luta para continuar com sua livraria e para permanecer nesta cidade. O filme é um drama com direção de Isabel Coixet, e traz Emily Mortimer como protagonista. O roteiro é uma adaptação do livro “A Livraria” de Penelope Fitzgerald.

 

O Clube de Leitura de Jane Austen (2007)

Esta comédia romântica dirigida por Robin Swicord, é uma adaptação do livro O Clube de Leitura de Jane Austen da escritora Karen

Joy Fowler. No filme acompanhamos a história de Bernadette que foi casada 6 vezes e atualmente vive sozinha; Jocelyn que jamais de casou e tem depressão devido à morte de seu cachorro; Sylvia que é casada com Daniel e te

m 3 filhos, porém sua vida está abalada por saber que seu marido está apaixonado por outra mulher; Allegra, filha de Sylvia e Daniel, que é homossexual e decide voltar para casa para apoiar a mãe nos problemas conjugais; Prudie, uma jovem professora de francês que casou-se recentemente com Dean e teve que cancelar sua sonhada viagem para Paris por conta de problemas nos negócios; Grigg, um técnico que adora participar de convenções de ficção científica. Juntos, a partir de uma sugestão de Bernadette, os seis irão criar um clube de leitura mensal dedicado aos livros de Jane Austen, pois Bernadette diz que os livros desta escritora são perfeitos para curar os males do mundo. Aos poucos eles irão cada vez mais estreitar os laços de amizade e irão se abrir sobre suas vidas e as mudanças que ocorreram nelas. O filme traz informações sobre Jane Austen e fala bastante sobre suas obras, além de ser uma delícia de assistir.

 

Sylvia – Paixão Além de Palavras (2003)

O drama biográfico dirigido por Christine Jeffs, traz a história da escritora Sylvia Plath. O filme vai nos trazer um retrato polido de parte da história de Sylvia. Nascida em Boston, EUA, a jovem Sylvia, apaixonada por palavras e aficionada pela morte, tenta suicídio na casa de sua mãe. Após o incidente, Plath é internada em uma clínica psiquiátrica, onde conhece uma senhora que se encanta por ela e oferece à jovem a chance de estudar na Inglaterra. Dessa forma, a escritora viaja para estudar em Cambridge, onde conhece o jovem Poeta Ted Hughes, por quem se apaixona e vive um longo romance, e é nesta parte que vamos estar situados no filme. Sylvia Plath é interpretada pela atriz Gwyneth Paltrow e Ted Hughes, por Daniel Craig. O filme é romanceado, sendo que recomendo a leitura do livro Diários de Sylvia Plath organizados por Karen V. Kukil, para quem deseja conhecer mais sobre a autora.

 

Cora Coralina – Todas as vidas (2017)

Cora Coralina – Todas as Vidas é uma produção brasileira do diretor Renato Barbieri, trazendo a biografia da poeta num cruzamento entre as fronteiras da realidade e da ficção com um toque de abordagem próxima aos documentários. O filme conta a história da poeta e doceira Cora Coralina, que publicou seu primeiro livro aos 75 anos e viveu até os 95. O filme traz uma linha temporal não linear (não cronológica) na qual várias atrizes irão interpretar Cora em fases diferentes de sua vida. O filme traz muitas inserções em informações e imagens documentais além de muita poesia de Cora Coralina.

 

 

Mary Shelley (2018)

Drama histórico dirigido pela diretora e roteirista saudita Haifaa Al Mansour, que narra a história da juventude de Mary Shelley (interpretada por Elle Fanning), até então Mary Wollstonecraft,  que aos 17 anos se apaixona pelo poeta Percy Shelley, e virar a ser a aclamada autora do romance Frankenstein. O filme traz uma visão romanceada da época em questão, mas aborda as dificuldades vividas por Mary, sua frustrações e angustias para publicar sua mais famosa obra. Tendo como diretora Haifaa e como roteirista Emma Jensen, o filme conseguiu retratar muito bem os sentimentos femininos, mostrando a representatividade necessária, também, dentro da direção e roteiro de filmes.

 

 

 

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1 Comentário

  • Joyce
    06 março, 2019

    Nossa, desses filmes, só vi Mary Shelley hahaha Aliás, eu achei maravilhoso 😉