• Livro: A Pequena Caixa de Gwendy
  • Autor: Stephen King
  • Editora: Suma
  • Páginas: 168
Sinopse: Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu. Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

Gwendy Peterson tem doze anos e começou a sofrer com os comentários de um garoto na escola sobre suas gordurinhas a mais. Por isso, ela decide subir e descer os mais de 300 degraus da escadaria que leva a Castle View todos os dias, para se exercitar e conseguir perder os quilos que tanto a incomodam. E é em uma dessas aventuras pela escadaria que seu caminho cruza-se com o do Sr. Farris.

A garota está fazendo a subida quando repara no estranho homem sentado em um banco em frente ao parquinho. Com um traje bastante diverso ao clima em que estão e com um chapéu preto na cabeça, Gwendy sabe que aquele homem é sinônimo de encrenca, mas mesmo assim atende ao seu chamado quando ele pede para conversar com ela.

O Sr. Farris diz estar observando Gwendy há algum tempo, mas que não lhe deseja fazer nenhum mal. Pelo contrário. Ele acha que a menina é especial e pede que ela guarde consigo uma caixa de botões coloridos, tendo cada um desses botões uma função específica, que Gwendy já consegue imaginar qual seja.

Além disso, a caixa possui duas alavancas. Uma libera um chocolate em formato de animal, que sacia a fome da menina imediatamente e a ajudaria a perder peso. Já a outra libera um dólar de prata raríssimo, que pode valer uma fortuna. O Sr. Farris deixa a caixa aos cuidados de Gwendy e pede que a garota a use com sabedoria. Mal sabe a jovem menina que receber essa caixa vai mudar sua vida para sempre… Estará ela preparada para tamanha responsabilidade?

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

***

Stephen King é um dos meus autores queridinhos e, mesmo sem ter lido tantos livros dele até agora, sei que vai me agradar. Então, quando a Suma anunciou o lançamento de A Pequena Caixa de Gwendy, imediatamente solicitei meu exemplar. No último domingo tive um pequeno período de ócio e resolvi ler as primeiras páginas da obra, para ver o que me aguardava, e só consegui largar quando terminei.

Ao contrário de seus livros mais antigos, onde aborda uma narrativa mais prolixa, nesse lançamento recente, King traz uma escrita mais leve e fluida, indo direto ao ponto. Somando isso com as poucas páginas – o que se tratando do autor é algo raro de acontecer -, concluí a leitura em menos de uma hora e fiquei com inúmeras reflexões na cabeça.

A narrativa é feita em terceira pessoa, pela perspectiva de Gwendy. Vamos conhecer a personagem aos 12 anos e acompanhar sua trajetória até a faculdade, carregando consigo o fardo de ser a portadora da caixa. Sua vida mudou radicalmente depois do encontro com o Sr. Farris, trazendo tantas coisas boas, mas algumas ruins ao mesmo tempo.

Ter o poder do mundo nas mãos e poder fazer qualquer coisa com o apertar de um botão pode ser mais tenso do que parece. Muitos podem dizer que usarão esse poder para o bem, mas quantos realmente o farão e não se deixarão corromper? Gwendy toma algumas decisões erradas no caminho, mas mostra que sabe o que está fazendo, mesmo sendo tão jovem quando ganha a tutela da caixa.

Tendo a reflexão como o ponto forte e deixando de lado o terror, King criou uma obra única e surpreendente, que consegue agradar bastante seus fãs. Acho que alguns leitores mais exigentes podem encontrar defeitos, mas eu, particularmente, adorei e recomendo a todos. Espero que gostem!

*Resenha postada originalmente por mim no Blog Recanto da Mi.

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