• Livro: A Rainha Aprisionada (Iskari #2)
  • Autor: Kristen Ciccarelli
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 376
Sinopse: Firgaard foi governada durante décadas por um rei tirano e manipulador, capaz de condenar povos inteiros apenas para aumentar seu poder. Depois de uma grande batalha, Asha, sua filha, conseguiu derrotá-lo. E, assim, Dax, o primogênito, assumiu o poder ao lado de Roa, sua esposa. Roa é uma forasteira vinda das savanas ― um território sob o domínio de Firgaard, que há anos é oprimido e está prestes a entrar em colapso. O maior desejo da nova rainha, mesmo sabendo que não é bem-vinda em seu novo lar, é mudar a vida de seu povo. O que ela não esperava era encontrar uma chance de alterar o curso do destino e trazer de volta à vida sua irmã gêmea, Essie, morta quando criança em um terrível acidente. O único obstáculo? O novo rei.

Aviso: pode conter spoiler do primeiro livro da série (A Caçadora de Dragões).

Roa e sua irmã nasceram com uma ligação muito especial, a ponto de uma conseguir sentir tudo o que a outra sentia, de se comunicarem mesmo sem palavras. Mas um trágico acontecimento as separou, este ocasionado por Dax, o filho do rei. Contudo, sua irmã retorna a sua vida como um espírito em um corpo de falcão, e a conexão entre ela continua tão forte como antes.

Roa é uma nativa, e oito anos após o trágico incidente, ela reencontra Dax que pede a sua ajuda para reunir nativos na guerra contra seu pai. Roa irá ajudar, mas em troca, para garantir que nenhum nativo sofra mais qualquer injustiça vinda da corte, ela pede que Dax se case com ela. Ao assumir o trono com Dax após a batalha, ela percebe que nada irá mudar se ela mesma não o fizer. Contudo, por ser estrangeira (nativa), ela é mal vista pelos súditos, que não confiam nela.

Enquanto tenta conseguir que Dax faça algo que melhore a situação dos nativos, Roa percebe a conexão entre ela e sua irmã se esvair e não consegue compreender o porquê aquilo está acontecendo. Roa se vê confusa, perdida, presa em um casamento com o inimigo e perdendo sua irmã, sem conseguir o que queria com o casamento: melhorar a condição de vida dos nativos.

Mas seus problemas parecem ter uma solução. A comemoração da Renúncia se aproxima e o rei irá abrir as portas de Firgaard para os nativos, para que todos comemorem juntos. Este é momento em que os mortos voltam a terra na forma de espíritos, e onde Roa poderá conseguir a troca da alma da irmã pela alma de quem deveria ter sido morto em seu lugar. Além disso, é um bom momento de se libertar, também, da prisão de seu casamento e dessa terra que não é a dela.

***

Eu fui para esta leitura com a bagagem que o livro 1 (A Caçadora de Dragões) havia me dado. Então sabia o que esperar do começo mais lento e que não prende tanto nos primeiros capítulos. Mas, além disto, houve um outro ponto que me fez ter dificuldade no início dessa leitura: a descontinuidade da história.

Antes de entrarmos no primeiro capítulo, nos é dada uma das histórias antigas, assim como no primeiro livro da série, o que me deixou questionando sobre qual a relação daquilo com o final dado a Asha. O primeiro capítulo começa a abordar a vida de Roa e sua posição como rainha. Foi aí que percebi que nós não iríamos mais ter Asha como a protagonista desta história. Então tive que retomar ao livro anterior e rever a parte onde Roa surge.

No decorrer dos capítulos vamos nos ambientando com mais histórias antigas, com a infância de Roa e Essie, com o acidente e o envolvimento de Dax nisto, com a relação entre Roa e Theo (seu antigo amor) e a relação entre Dax e Roa.

Por mais que eu tenha lido rapidamente este livro, ele não conseguiu me prender como o primeiro. Me foi apresentada uma protagonista rasa e, em certo ponto, egoísta e egocêntrica. Não teve um romance, também, como o que nos foi apresentado em A Caçadora de Dragões.

O que me fez prosseguir com a leitura com um certo interesse foi a trama construída para Roa resolver os seus “problemas” de trazer a irmã de volta, garantir boa vida aos nativos, e se livrar de um casamento no qual ela não era feliz. Mistérios e conspirações sempre chamam a atenção, e foi isso que me fez gostar do livro. Kristen é boa em construir tais histórias.

O design do livro é praticamente igual ao primeiro, mas dessa vez nos é apresentado um mapa das terras pertencentes a Firgaard, o que nos dá uma melhor ideia das distâncias percorridas, onde e como são as localidades citadas no livro.

O livro é bem escrito e parece não haver problemas também com a tradução, pelo menos do que peguei pela leitura em português. Kristen não deixa pontas soltas nos acontecimentos da narrativa, mas isso não implica que suas conclusões são realmente boas; algumas soluções poderiam ter sido melhores.

Esse livro é mais um exemplo dos problemas com o segundo livro de trilogias e séries, pois trouxe muita expectativa, contudo não empolgou. Mas vale a pena dar uma chance para a leitura, pois pelo andar da carruagem, o terceiro livro parece prometer coisas boas. E se estão se questionando sobre Asha, ela aparece no final do livro.

Vocês já leram o primeiro livro da série? Você leram este livro? O que acharam? Contem nos comentários.

BEIJÃO E ATÉ MAIS!

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