• Livro: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
  • Autor: Mary Ann Shaffer & Annie Barrows
  • Editora: Rocco
  • Páginas: 303
Sinopse: A sociedade literária e a torta de casca de batata conta a história de Juliet Ashton, uma escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela acaba encontrando-o na carta de um desconhecido de Guernsey, Dawsey Adams, que entra em contato com a jornalista para fazer uma consulta bibliográfica. Começa aí uma intensa troca de cartas a partir da qual é possível identificar o gosto literário de cada um e o impacto transformador que a guerra teve na vida de todos. As correspondências despertam o interesse de Juliet sobre a distante localidade e narram o envolvimento dos moradores no clube de leituras – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata –, além de servirem de ponto de partida para o próximo livro da escritora britânica. O clube, criado antes de existir de fato, foi formado de improviso, como um álibi para proteger seus membros dos alemães. O que nenhum dos integrantes da Sociedade imaginava era que os encontros pudessem aproximar os vizinhos, trazer consolo e esperança e, principalmente, auxiliar a manter, na medida do possível, a mente sã. As reflexões e as discussões a respeito das obras os livraram dos pensamentos sobre as dificuldades que enfrentavam e ainda serviram para aproximar pessoas de classes e interesses tão díspares, de pescador a frenólogo, de dona de casa a enfermeira. Instigada pela força dos depoimentos, a jornalista decide visitar Guernsey, onde a convivência com as pessoas que conheceu por cartas e a descoberta sobre as experiências dos ilhéus lhe dão uma nova perspectiva. A viagem proporciona à escritora mais do que material para seu livro. Guernsey oferece a chance de recomeçar após a Guerra, fazer amizades sinceras e encontrar o amor – em suas diversas formas. O que ela encontra por lá, e as relações que trava, mudam sua vida para sempre. Em 2018 o livro ganha versão para cinema estrelada por Lily James, Michiel Huisman e Mathew Goode.

Janeiro/ 1946: Juliet Ashton é uma jovem escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela não quer escrever sobre algo em que seu coração não esteja inserido por completo, mas a falta de inspiração a tem impedido de prosseguir com sua obra.

Seu bloqueio criativo termina com a chegada de uma carta de Dawsey Adams, um desconhecido de Guernsey que entra em contato com Juliet para fins de consulta bibliográfica. A verdade é que por obra do destino, Dawsey encontrou o endereço da moça em um livro antigo. E para explicar seu amor pela literatura, ele escreve para Juliet falando sobre o clube de leituras intitulado – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, ao qual ele e os moradores da ilha de Guernsey fundaram durante a ocupação da Alemanha na Segunda Guerra. Um período conturbado e obscuro que perdurou por longos 5 anos.

“Talvez haja algum instinto secreto nos livros que os leve a seus leitores perfeitos. Se isso fosse verdade, seria encantador.”

A partir da constante troca de cartas, o interesse de Juliet pelo clube e pelos ilhéus aumenta. Cada integrante da Sociedade Literária tem uma história para contar e fica claro o quanto o clube – criado por improviso como álibi para protegê-los dos alemães, foi essencial para ajuda-los a manter a sanidade e a esperança em um período em que as perdas e provações eram maiores do que poderiam suportar.

 

E foi através dos livros e das discussões e reflexões sobre as obras literárias que liam, que a sociedade se formou, unindo-os apesar dos interesses e das classes sociais tão distintas.

“Líamos livros, falávamos sobre livros, debatíamos sobre livros e nos tornamos cada vez mais amigos.”

Encantada pela história de seus novos amigos, Juliet decide viajar até Guernsey e conhecer de perto a ilha e seus habitantes que já lhe parecem tão íntimos. Quanto mais conhece os moradores e a história daquele lugar, mais Juliet se sente conecta aquelas pessoas. Ela só não imaginava que muito mais do que um encontrar um tema tão fascinante para seu novo livro, estaria escrevendo um importante capítulo de sua própria história.

Com um título intrigante e recheado de citações e literárias, a sociedade literária e a casca de torta de batata pode até parecer uma história leve e despretensiosa. Mas não se engane pelo nome e nem pela capa. O que encontramos aqui é uma história dolorosa sobre a guerra e o impacto transformador na vida daqueles que sobrevivem a ela.

O livro é quase 100% narrado através de cartas, o que tornou a leitura mais intimista e envolvente, permitindo ao leitor sentir na pele toda a dor, angustia e sofrimento vivido pelos personagens. Vi-me emocionado em diversos momentos, angustiado e de coração partido a cada carta e relato que eu lia.

O final foi lindo e emocionante. Juliet foi atrás de uma história e encontrou algo muito mais precioso. A amizade sincera, uma chance de recomeço e o amor, em todas as suas formas.

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