• Livro: Na Ponta dos Dedos
  • Autor: Sarah Waters
  • Editora: Rocco
  • Páginas: 592
Sinopse: Criada em uma casa habitada por pequenos ladrões num beco escuro da Londres vitoriana, a órfã Sue Trinder é criada pela Sra. Sucksby com uma ternura incomum ao ambiente em que vive. Perto de completar dezoito anos, Sue é cooptada por um vigarista de infame alcunha, Sir Gentleman, a participar de um esquema ardiloso quando vai trabalhar como criada na bucólica mansão do velho Christopher Lilly, um excêntrico que vive recluso, cercado de livros, ao lado da sobrinha, a também órfã Maud. A tarefa de Sue é ganhar a confiança de Maud e persuadi-la a cair nos encantos do golpista, que, após desposá-la, pretende interná-la em um manicômio e desfrutar de sua fortuna. O que se apresenta como uma simples armação se revela uma trama cada vez mais complicada à medida que uma delicada relação se desenvolve entre as jovens órfãs. Desse encontro carregado de erotismo, tensão e jogos psicológicos, surgirá uma união que fará frente aos obstáculos que surgem no caminho de ambas ao longo de uma aventura instigante, repleta de surpresas e reviravoltas. Com diálogos afiados e provocativos e um completo domínio narrativo, Sarah Waters constrói uma trama dickensiana onde nada é o que parece ser.

Na Ponta dos Dedos é um romance vitoriano que narra a história da orfã Sue Trinder, uma jovem de 17 anos que cresceu em uma família de ladrões e morando em uma região habitada pelos piores tipos de malfeitores.

Criada em meio a pequenos delitos, mas com muito amor pela Sra. Sucksby, a jovem prestes a completar dezoito anos é inserida em um plano mirabolante arquitetado por Sir Gentleman, um conhecido da família.

E é participando desse plano ousado que Sue começa a trabalhar na mansão bucólica do velho Christopher Lilly, um homem excêntrico e possessivo que vive recluso e cercado de livros em companhia da jovem sobrinha Maud que também é órfã e sua única herdeira.

A missão de Sue é tão comente persuadir a ingênua Maud a casar-se com o Sir Gentleman, que planeja interna-la logo em seguida em um hospício e abocanhar toda sua fortuna.

No entanto, por ambas serem órfãs, um relacionamento inesperado começa a crescer entre elas e eu jamais imaginei a direção que essa relação tomaria, mas garanto que foi tudo muito bem construído, em especial as personagens que cativam o leitor de forma profunda e empática ao longo de toda a história.

Repleto de reviravoltas e alternando entre a perspectiva de Sue e Maud, a autora nos conduz em uma trama com muitas camadas, aonde cada detalhe chega no momento exato entregando ao leitor as informações necessárias para o desenvolvimento dessa trama inteligente, ousada e cheia de falcatruas.

Concluindo, Na Ponta dos Dedos é um romance histórico intenso, detalhado e muito bem escrito e desenvolvido que aborda liberdade sexual e questões relativas a classe e gênero.

O livro foi adaptado em 2005 para a TV, em uma minissérie da BBC, e também para o cinema, pelo diretor coreano Park Chan-wook como A criada, filme vencedor do prêmio BAFTA de melhor filme estrangeiro, em 2018.

Para quem busca uma trama com muito mistério, ação e reviravoltas, essa dica é perfeita.

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