• Livro: História de um grande amor
  • Autor: Julia Quinn
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 288
Sinopse: Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava.
Até que, numa tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre.
Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador.
Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.

Escrito em 2007, História de um Grande Amor é o primeiro volume da trilogia Bevelstoke, de Julia Quinn, que está sendo relançada no Brasil pela Editora Arqueiro.

Sobre a história

Miranda Cheever nunca foi a garota perfeita. O cabelo era castanho demais, reto demais e ela era tímida demais, inteligente demais. Isso fez com que a jovem garota fosse alvo de chacota de colegas de sua idade e crescesse sem a menor expectativa de um casamento, e olha que ela só tinha 10 anos. Mas foi exatamente aí que a virada aconteceu, ela se apaixonou. Ele era nove anos mais velho e irmão de sua melhor amiga, mas havia despertado em Miranda a certeza de que ela era vista e de que seus sonhos e vontades importavam.

Dez anos depois, Miranda segue apaixonada. Nigel, o amor platônico da nossa jovem dama, está vivendo um luto que não gostaria. Casou-se com uma bela jovem que pensava amar, no entanto descobriu estar sendo traído por ela e carrega o fardo da sua escolha mesmo após a trágica morte de sua esposa. Todavia, é chega a hora de Miranda debutar para a sociedade e por viver apenas com um pai que passa a maior parte do tempo dedicado aos estudos de Grego, Miranda é levada pela família Bevelstoke para debutar ao lado de sua melhor amiga.

Nigel, detentor do título de Visconde, é um ótimo apoio para jovens damas, por isso é intimado por sua mãe para permanecer ao lado das garotas e é nesse momento de grande proximidade, que acaba percebendo o quanto se sente encantado por Miranda, ao mesmo tempo em que se recrimina por pensar assim de uma garota que foi criada quase como sua irmã, especialmente quando a possibilidade do casamento sequer existe em sua cabeça.

Para Miranda, entretanto, essa é a chance de enfim conquistar o amor de sua vida ou de esquecê-lo de uma vez. Porém, enquanto desbrava os prazeres de ser correspondida, acaba descobrindo que viver esse amor vai ser mais complicado do que parece, já que o Nigel por quem ela se apaixonou está escondido debaixo da carranca que o Visconde carrega graças as suas desilusões amorosas.

O que achei

Julia Quinn consegue fazer com que nos apaixonemos pelos personagens desde o começo da trama. Ao apresentar uma protagonista que se sente solitária e é alvo de bullying de suas colegas, ela automaticamente faz com que a gente sinta a necessidade de proteger a garota e essa sensação vai crescendo ao longo da trama, especialmente após o envolvimento amoroso com Nigel, dez anos a frente.

A maturidade entregue a personagens masculina condiz muito com sua criação, sendo filha de um pai que sempre esteve mais focado nos estudos do quê na família, Miranda aprendeu a se virar sozinha desde a infância e buscou conforto na família da melhor amiga, que a recebeu de braços abertos.

Preciso confessar que estava um pouco assustada sobre como se daria o envolvimento do casal protagonista, no entanto a autora foi muito feliz na sucessão dos fatos. O Nigel foi um personagem interessante de observar, mesmo sendo dez anos mais velho que a mocinha e tendo sido criado para receber o título, ele guardava características mimadas de sua criação e sabia vivenciar o papel de vítima muito bem. Em alguns pontos da trama você só deseja que Miranda desencane desse relacionamento e o deixe largado as traças.

A gente percebe, no entanto, que esse livro é do início da carreira da autora. O desenvolvimento dos personagens não é tão impressionante quanto nos livros mais recentes dela, além de que a trama em si não é tão chocante. Achei, ainda, que o final é muito corrido e diversas situações ficaram sem respostas.

Tendo essas observações em questão, indico a leitura para quem curte romance de época, especialmente os mais leves e divertidos, com aquele romancismo carregado de drama. A narrativa da autora é fluida e leve, como de costume, e a gente se pega preso a trama logo no começo.

Façam essa leitura e depois voltem aqui para me contar o que acharam.

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