Reality Z é a mais nova produção da Netflix Brasil e no último sábado eu assisti toda a primeira temporada e hoje vim contar pra vocês o que achei dessa série pós-apocalíptica nacional. Bora conferir?

Na série, o foco principal está no Olimpo, um reality show onde os participantes representam as divindades da Grécia Antiga e disputam a preferência do público para ganharem um prêmio em dinheiro. No primeiro episódio sem tem uma noite de eliminação, mas toda a audiência é colocada em risco quando uma confusão se instaura na cidade do Rio de Janeiro.

A trama não explica muito bem como ou porque, mas uma epidemia zumbi se alastra sobre as ruas e o cenário do Olimpo é uma das – se não a mais – partes mais seguras para se estar neste momento.

É através do Olimpo que vamos conhecer Nina, que, num primeiro momento, é nossa protagonista. Ela trabalha na produção do reality show, mas está saturada dos seus superiores grosseiros e de apenas entregar café. Quando toda confusão começa, Nina é uma das poucas sobreviventes e é a responsável por levar a mensagem do que está acontecendo nas ruas para os participantes do Olimpo, que estão na mais completa ignorância.

De outro lado vamos conhecer Ana e seu filho Leo. A mulher foi a mente brilhante por trás da criação do Olimpo, mas foi covardemente demitida e se afundou em uma profunda depressão. Após o início do surto, ela e Leo sabem que sua chance de sobrevivência está por trás dos portões do Olimpo, já que esta área é altamente sustentável e tem todas as barreiras possíveis para o mundo externo.

No meio da jornada, Ana e Leo cruzarão seus caminhos com o do inescrupuloso Deputado Levi, um homem que estava respondendo sérias acusações no plenário e agora só quer sair vivo de todo esse caos. Mas é claro que uma vez político, sempre político e Levi não hesita em passar ninguém pra trás, desde que ele sempre saia por cima…

Quando eu assisti o trailer de Reality Z, imediatamente percebi que esta seria uma série tão ruim que seria boa, mas que de boa não tem nada. E eu me enganei apenas em um aspecto: sim, a série é ruim, mas temos algumas coisas boas para aproveitar.

Os personagens são bem estruturados, mas eu senti falta de um pelo qual eu me apegasse. Acho que a produção do seriado pecou em não criar uma narrativa onde o espectador desenvolvesse um apego por algum personagem, para torcer por ele e criar um clima de tensão. Aqui, ninguém está a salvo e quando você começa a criar empatia por alguém, é certo que algo de ruim vai acontecer.

O elenco é composto por vários rostos desconhecidos, mas temos as ilustres participações de Guilherme Winter, como o estúpido diretor do Olimpo, e Sabrina Sato, como Divina, a apresentadora do reality. Antes de mais nada tenho que dizer: parem de tentar forçar Sabrina como atriz. Isso não vai acontecer, haha.

Mas, além disso, os dois roubaram a cena pra mim por proporcionarem momentos icônicos na trama. Gritar “ai, minhas entranhas” enquanto se está sendo devorado por zumbis, não é pra qualquer um. E Sabrina de zumbi, com um salto alto maior que minha dignidade… Foi sensacional.

O final da série ficou aberto, algo que talvez indique uma próxima temporada engatilhada, mas eu devo dizer que não sei se valeria a pena o investimento. Ainda não conheço ninguém que assistiu além de mim e do meu namorado, mas só imagino a chuva de críticas que se aproxima. Vou ficar bem surpreso se a série ganhar uma segunda temporada.

Em suma, Reality Z é uma produção que tem uma ideia excelente, baseada na obra britânica Dead Set, mas que deixou a desejar na construção e, principalmente, nas atuações. Porém, por mais que esta não seja a proposta, a série me fez rir bastante e mesmo com tantos pontos contra, eu quero que vocês assistam e venham discutir comigo!

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