• Livro: A Prisioneira do Tempo
  • Autor: Kate Morton
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 448
Sinopse: No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada. Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio. Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos? Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.

Minha primeira experiência com a escrita de Kate Morton foi em O jardim esquecido. A premissa da história despertou meu interesse desde que soube do lançamento, no entanto, o ritmo da leitura foi lento, me deixando com a sensação de que talvez os livros da autora não funcionassem para mim.

Porém, quando a Editora Arqueiro anunciou o lançamento de A prisioneira do tempo, eu não resisti. Decide dar uma segunda chance para as letras da autora, afinal além da capa linda, mais uma vez a premissa despertou meu interesse, sendo assim, não custava tentar, não é mesmo?

Não há como negar que a escrita de Kate Morton é incrível e que a autora sabe conduzir um bom suspense, contudo, a forma que a autora escolheu para estruturar essa trama mais uma vez me fez pensar se essa era uma leitura para mim. A quantidade de personagens e seus diferentes pontos de vista me deixaram confusa durante boa parte da história, sem contar as mudanças de tempo na narrativa, ora se passando no passado, ora no presente.

Confesso que o que me fez continuar a leitura foi descobrir o que aconteceu naquele fatídico verão de 1982, mas não posso deixar de falar que a autora por vezes peca no excesso de descrições, tornando a leitura por vezes arrastada e com a sensação de que o leitor também está preso no tempo.

Em suma, acredito que nem tão cedo incluirei outro livro da autora na minha lista de leituras. Reconheço seu potencial para criar histórias interessantes e com um bom suspense, mas também reconheço que nem todo livro funciona com todo leitor e Kate Morton definitivamente não funcionou comigo.

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