• Livro: De Repente Adolescente
  • Autor: Iris Figueiredo, Keka Reis, Clara Alves, Jim Anotsu, Vitor Martins, Camila Fremder, Luly Trigo, Socorro Acioli, Julie Dorrico & Olivia Pilar
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 272
Sinopse: A chegada da adolescência vem sempre acompanhada de momentos que podem marcar nossas vidas para sempre. Afinal, é nessa época que começamos a pensar em quem somos e o que queremos para o futuro, além de nos darmos conta de que, às vezes, a vida simplesmente foge do controle. Nesta antologia, Camila Fremder, Clara Alves, Iris Figueiredo, Jim Anotsu, Julie Dorrico, Keka Reis, Luly Trigo, Olívia Pilar, Socorro Acioli e Vitor Martins narram com honestidade experiências típicas do início da adolescência ― a mudança de escola, a separação dos pais, o despertar de um sentimento inesperado, o amadurecimento às vezes precoce… O resultado são contos diversos, que emocionam, fazem rir e promovem a reflexão ao mostrarem que, mesmo que a adolescência venha de repente, a gente sempre acaba se encontrando no meio do caminho.

Quando a Seguinte anunciou o lançamento de De Repente Adolescente, fiquei bastante empolgado. A coletânea reúne 10 autores já conhecidos do público, todos com o mesmo tema em comum: a adolescência. Desta forma, teremos 10 contos abordando várias partes dessa fase tão importante e tão incompreendida da vida que é a adolescência.

É difícil falar sobre um livro de contos, ainda mais sendo tão curtinho, sem dar spoilers. Sendo assim, vou tentar dar um apanhado geral sobre o que achei, sem me ater muito na história de cada conto. Então vamos lá!

Dos 10 autores dessa obra eu havia lido apenas dois individualmente, que são Vitor Martins e Clara Alves, e é claro que os contos deles eram os que eu criei  mais expectativas. Porém, eu também estava ansioso para conhecer um pouco da escrita dos outros autores, dos quais eu já tinha ouvido falar e só não tinha tido a oportunidade de ler, como Íris Figueiredo e Lully Trigo.

Meu conto favorito foi o ‘A Revolta dos Salgados’, da Íris Figueiredo. Nessa história temos uma protagonista cadeirante que é apaixonada pelos livros, mas o ponto principal aqui é o poder da amizade. Achei o máximo a forma como Íris construiu em poucas páginas personagens tão admiráveis, que num primeiro momento parecem ser tão diferentes, mas se unem em prol de uma causa em comum. Garanto que esse conto poderia facilmente virar um romance único.

O conto mais diferente de se ler foi ‘A Batalha das Mamonas Verdes’, do Jim Anotsu. Nesse conto quem narra a história é a cidade, usando um linguajar diferenciado, mais antigo e rebuscado. Confesso que no começo foi bem complicado me prender nessa trama por conta da escrita, mas logo acostumei e me encantei pela narrativa.

Gostei muito da forma como autores diferentes trataram do mesmo tema à sua própria forma, abordando do seu jeito o que estava acontecendo. Como em ‘Casa Nova’, de Keka Reis e ‘Segunda Chance’, de Luly Trigo, que falam à sua maneira sobre divórcio ou ‘Entre Algodões-doces e Montanhas-russas’, de Olívia Pilar e ‘Agulhas e Bolinhas’, de Vitor Martins, que falam sobre sexualidade.

É claro que eu estou longe de ser o público alvo desse livro, já que deixei a adolescência pra trás há um bom tempo. Acho que esse foi o motivo de eu ter dado só 3,5 estrelas pra obra. Não é um livro ruim, só não conversou muito bem comigo. Mas tenho total certeza que o público infanto-juvenil vai se identificar muito com essa obra e é justamente pra eles que eu deixo aqui minha recomendação.

 

 

icon-newsletter

Não perca nenhuma novidade!

Veja os posts relacionados


Deixe seu comentário