• Livro: Naquele Fim de Semana
  • Autor: Sarah Alderson
  • Editora: Record
  • Páginas: 336
Sinopse: Orla e Kate são melhores amigas há muito tempo. Juntas, elas já enfrentaram várias coisas ― seja o desafio de Orla como mãe de primeira viagem ou o divórcio complicado de Kate. E, independentemente do que aconteça na vida delas, todo ano as duas tiram um fim de semana para viajar juntas. Sozinhas, tirando um tempo só para elas. Naquele fim de semana, o destino é Lisboa. Para começar o breve período de férias com estilo, nada melhor do que uma noite inesquecível: um jantar, regado a champanhe, em um restaurante sofisticado. E por que não esticar em um bar depois? Na manhã seguinte, quando Orla acorda, ainda de ressaca e sentindo-se culpada por ter deixado o marido sozinho com a filhinha deles, descobre que a amiga desapareceu. Ela procura a polícia, mas eles informam que é necessário esperar vinte e quatro horas para registrar um desaparecimento. Então só lhe resta esperar. As horas passam, e Kate não aparece. Apavorada, Orla se dá conta de que é a única esperança da amiga. Com apenas uma vaga lembrança dos acontecimentos da noite anterior, ela decide refazer seus passos. O que se desenrola em seguida é uma série de descobertas devastadoras, que ameaça tudo o que ela mais ama. Orla sabe que Lisboa guarda o segredo do que aconteceu naquela noite, mas não faz ideia de que a verdade pode estar mais perto do que ela imagina... Um thriller de tirar o fôlego e com escrita imersiva, Naquele fim de semana terá adaptação cinematográfica produzida pela Netflix e estrelada por Leighton Meester. É a leitura perfeita para os fãs de Paula Hawkins e Gillian Flynn.

Orla e Kate são melhores amigas desde sempre e ao longo de toda sua história já curtiram inúmeras viagens juntas. Contudo, depois que Orla se casou e iniciou um extenso tratamento para conseguir engravidar, as duas acabaram se afastando um pouco. Mas agora que a bebê de Orla já está com nove meses, elas decidem relembrar os velhos tempos e partem para um final de semana em Lisboa.

Enquanto Orla esperava um período de descanso ao lado da melhor amiga, Kate, que está passando por um complicado divórcio, quer curtir tudo que há de melhor na noite portuguesa. A noite delas começa com um jantar num restaurante fino e se estende até um bar conhecido da região, mesmo com os protestos de Orla. Lá, ela e Kate conhecem dois belos rapazes e um flerte começa a rolar, mas Orla rejeita sua companhia. Porém, ela percebe que há algo de estranho e não demora muito para que ela apague.

Quando acorda na manhã seguinte, Orla se lembra apenas de vislumbres da noite anterior. Ela decide então tirar satisfações com Kate, até que percebe que a amiga não está no apartamento em que alugaram. Orla tenta entrar em contato por mensagem, ligação e até e-mail, mas não há nenhum sinal de Kate. Quanto mais tarde fica, mais Orla se preocupa. Não se lembrar do que aconteceu a deixa com os nervos à flor da pele e então ela decide partir em busca da amiga.

A polícia não pode fazer nada, já que ainda não fazem 24h de que Kate desapareceu, então Orla decide refazer os seus passos da noite anterior, de quando ainda estava sóbria. Ela então entra em contato com o Uber que as levou até o bar e o homem lhe ajuda com sua investigação. Só que quanto mais tempo passa, mais Orla vai percebendo que tem algo errado. Ela precisará correr contra o tempo se quiser ajudar Kate, mas essa investigação pode fazer com que Orla descubra segredos de Kate que deveriam permanecer escondidos…

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

Eu sou um grande fã de thrillers e estou sempre buscando novas obras do gênero para me aventurar. Quando a Record ofereceu Naquele Fim de Semana para resenha, fiquei imediatamente empolgado. Já tinha ouvido falar do livro, que foi adaptado para um filme pela Netflix, estrelado pela incrível Leighton Meester. Assim que o livro chegou, tornou-se prioridade na minha meta de leitura e foi uma história que devorei, mas que não me conquistou como eu gostaria.

O livro é narrado em primeira pessoa pela perspectiva de Orla. Só por esse fato eu já consegui perceber que ela não teria nenhum envolvimento no desaparecimento de Kate, como a sinopse dava a entender. Não que isso desmereça o livro, mas já eliminou uma suspeita logo de cara. Conforme vamos conhecendo Orla, fica ainda mais óbvio que ela não teria coragem – nem inteligência – pra matar alguém.

A relação das duas melhores amigas é visivelmente bem tóxica, apesar de Orla não perceber isso. Kate tem a vida dos sonhos, sendo muito rica e influente, enquanto Orla optou por seguir numa carreira confortável, se casar e ser mãe. Só que Kate muitas vezes parece julgar as decisões de Orla, talvez por inveja, talvez por desprezo. Mas perceber isso tornou difícil eu torcer pra que ela fosse encontrada.

Eu gostei de Orla num primeiro momento, mas gente, que mulher pateta! Muitas vezes as pistas estavam na cara dela e ela não percebia. Os poucos momentos em que ela realmente foi esperta e conseguiu encontrar algo, eu só tinha vontade de gritar “FINALMENTE”. Não sei se foi intenção da autora fazer isso, mas me incomodou muito. Antes mesmo de Kate realmente ser dada como desaparecida eu já tinha minha teoria do que tinha acontecido (e eu estava certo).

A escrita de Sarah Alderson é muito boa! O livro me prendeu desde a primeira página, porque a autora sabe construir um cenário muito bem. A ideia da obra é muito boa, só que senti que ela desperdiçou tudo por não saber desenvolver os personagens. Tirando Konstandin, o motorista do Uber, um homem misterioso que ajuda muito Orla, nenhum outro personagem se salva.

O final em si foi bastante previsível, mas o caminho até lá me surpreendeu um pouco. Por um momento achei mesmo que Sarah ia construir uma reviravolta que ia fazer minha teoria cair por terra, mas então vieram as últimas páginas e com elas a frustração de que: 1. eu estava certo o tempo todo e 2. o final era aberto e me deixou com ódio. Gente, há tempos não ficava tão p*to depois de terminar um livro!

Naquele Fim de Semana tinha tudo pra ser um livro incrível, mas deixou muito a desejar. Estou curioso para conferir a adaptação, que pelo que pesquisei possui alguns elementos diferentes do livro. Espero gostar do filme mais do que gostei do livro. Quanto à Sarah Alderson, gostaria de ler mais obras da autora para tirar essa impressão ruim. Acho que ela tem muito potencial como autora de thrillers, só faltou um quê a mais.

 

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